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quinta-feira, 5 de agosto de 2021

TODOS OS EDUCADORES SÃO LÍDERES IMPORTANTES

 

TODOS OS EDUCADORES SÃO LÍDERES IMPORTANTES


Por Marli Dias Ribeiro 

 “Eu gosto do impossível porque lá a concorrência é menor”. Walt Disney

O estudo e o conceito de liderança são alvo de pesquisa ao longo dos tempos. Há décadas estudiosos buscam desvendar a influência de líderes e como pessoas podem ser motivadas a apresentarem resultados em trabalhos e atividades em grupo quando orientadas. Quem não se lembra de um professor liderando seus estudantes?



Na antiguidade, Platão em sua obra a “República” discorria sobre o líder ideal. Sócrates, tornou-se conhecido por instruir e ensinar seus discípulos por meio de uma série de perguntas cuidadosamente elaboradas e selecionadas com a intenção de pensar a autoavaliação, e levar o estudante a uma conclusão sobre sua atuação com o poder. Este método de perguntar era usado para desenvolver as habilidades de pensamento crítico. Bass (1988) argumenta que "desde sua infância, o estudo da história tem sido o estudo dos líderes - o que e porque eles fizeram o que fizeram".  Muitos estudos sobre liderança são mais frequentes em história e psicologia. Mas, o que é liderança, o professor é um líder? 

Segundo Chiavenato, "a liderança é, de certa forma, um tipo de poder pessoal. Através da liderança uma pessoa influencia outras pessoas em função dos relacionamentos existentes (...)”. O autor condiciona seu conceito a fatores voltados a influência e a relação existe entre o líder e o liderado, Chiavenato (2000, p. 446). 

            O termo liderança segundo Stogdill (1974) pode ter aparecido por volta do ano de 1300 da era cristã. Seu estudo perpassa as mais variadas áreas do conhecimento e diversos enfoques são atribuídos ao tema. A liderança pode surgir de forma natural, quando uma pessoa se destaca no papel de líder, sem possuir forçosamente um cargo de liderança. É um tipo de liderança informal. Para Chiavenato (1999) quando um líder é eleito por uma organização e passa a assumir um cargo de autoridade, exerce uma liderança formal.


A liderança é um processo chave em todas as organizações e o líder tem grandes responsabilidades com o grupo, comunidade liderada pois sendo a liderança uma forma de influência a pessoa age para modificar ou provocar o comportamento de outra pessoa, de maneira intencional, sendo as consequências, então, ligadas as escolhas do líder. De fato, a liderança é um fenômeno tipicamente social que ocorre exclusivamente em grupos sociais. A escola é um destes espaços, assim, todo educador é um líder. CHIAVENATO (1999, p. 553-627).

            De modo geral podemos dizer que a liderança existe sempre baseada em processos que envolvem grupos variados de pessoas, que são influenciadas, motivadas ou orientadas por um líder para executar determinado fim ou ainda, realizar trocas sociais. Estas ações são rotineiras nas escolas e os professores exercem grande poder de influência sobre os estudantes.

Nas últimas décadas a temática sobre liderança ganhou força e relevância sendo abordada por especialistas em gestão e especialistas em assuntos organizacionais. Bass (1998) assegura que: “Existem quase tantas definições de liderança quantas pessoas que tentaram definir o conceito”.

Sim, o educador é um grande líder, e deve assumir seu papel de liderança no espaço educativo, perceber-se como agente de transformação, focar nas habilidades do líder conduzir, influenciar e canalizar a energia dos estudantes liderados a atingirem objetivos educativos, sociais, de fraternidade e de acolhida. Esta ação de mudança faz-se necessária em tempos difíceis como os de agora.

Assim, a ideia principal abordada nas definições de liderança passa pela habilidade do líder orientar pessoas, utilizando suas características, estratégias, influência, e percepção, mas também, sua capacidade de compreender a posição de liderança para pensar um ambiente de solidariedade, respeito, empatia e aprendizado, e isto, cada professor deve, e sabe fazer com extraordinária maestria.

 

Referências:

Imagens: Pixa bay

BASS, B. M. Transformational leadership: Industrial, military, and educational impact.1998.

CHIAVENATO, Ildebrando. Gestão de Pessoas: O Novo Papel dos Recursos Humanos nas Organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

CHIAVENATO, Ildebrando. Introdução à Teoria Geral da Administração. 6 eds. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

STOGDILL, R. M. Handbook of leadership, N. Y., MacMilan/Free Press, 1974.

 

 

sábado, 18 de julho de 2020

FOTOGRAFIAS E VÍDEOS NA EDUCAÇÃO REMOTA: Informações e dicas imperdíveis


FOTOGRAFIAS E VÍDEOS NA EDUCAÇÃO REMOTA

Informações e dicas imperdíveis

Marli Dias Ribeiro



Imagem: arquivo pessoal gravação de tele aula TV Justiça


Diante do cenário em que educadores e estudantes estão reorganizando seus tempos, ritmos e modos de aprender, tendo em vista o distanciamento social imposto pela COVID 19, falar sobre mídias na aprendizagem, imagens ( fotografias),  vídeos, pode contribuir para o momento atual de educação remota. 

De modo geral, estamos mergulhados em espaços midiáticos. Dados do site Business insider, em 2013, todos os dias são publicadas mais de  350 milhões de fotos na rede social Facebook. Os Pesquisadores  Jenkins apud Knobel e Lankshear (2010) indicam que : Os educandos fazerem vídeos, em vez de relatórios escritos, pode mudar os mecanismos de aprendizagem, mas não vai alterar a relação hierárquica e pré-estruturada entre professores e educandos ( CENPEC). Essa mudança está vinculada ao modo como os educadores mediam as prática pedagógicas. 

Ferramentas tecnológicas podem ser úteis, se baseadas em práticas dialogadas, participativas, e democráticas. A aprendizagem é um processo que envolve diferentes mecanismos mentais e pode ser motivada por  imagens, com fotografias, vídeos, se usados para    engajar  de forma participativa a comunidade.

Não é de hoje que as fotografias são usadas na educação. O grande educador Paulo Freire, já utilizava imagens ou fotos da própria comunidade, para estimular e promover de forma participativa as interações em suas aulas. A partir de fotos tiradas pelos alunos ele abria espaços de diálogo e de crítica a realidade local. Cada foto da família, da casa do cotidiano, era tema gerador de longos debates. A exemplo, em 1973, em Lima, no Peru, Paulo Freire (e seus colegas) fazia perguntas em espanhol às pessoas. As respostas eram compartilhadas por meio de fotografias. E quem nos dias de hoje nunca fez uma Self ?

Por outro lado, Merchant (2010) apud CENPEC, sugere cinco áreas em que o processo, o uso e compartilhamento de fotos digitais desempenha um papel distinto na aprendizagem.

  • APRENDER POR MEIO DA VISÃO

Vislumbrar e apreciar imagens, quadros, fotografias estimulando a percepção das formas, cores, linhas, traços, tamanhos, tipos. Fazer comparações, descrever, interpretar, dizer o que sente. São infinitas possibilidades a partir do olhar que cada sujeito pode dar a imagem.

  • APRENDER POR MEIO DA REFLEXÃO

O aprendizado por meio da reflexão enfatiza os conteúdos do que é fotografado, isso indica usar as imagens para estimular reflexões. Por exemplo, há projetos pedagógicos que pedem às crianças que pensem sobre a poluição tirando fotos de rios em áreas urbanas. Essas imagens incentivam a pesquisa e o conhecimento das formas de poluição e suas implicações para a vida do rio. As imagens postadas na internet podem ser comentadas pelos educandos, levando a discussões sobre os possíveis resultados de cada poluente ou formas de eliminá-los, por exemplo.

  • APRENDER SOBRE A IMAGEM

A ideia de aprender sobre a imagem é realizar as articulações interdisciplinares. Explorar a linguagem fotográfica, por meio de análises e produções dos educandos. Usar vários conteúdos e relacionar outras áreas do saber. Classificar por temas, conteúdos, lugares, linguagens. Instigar a criação de relações entre as figuras em contextos diferenciados. Exemplo: Imagem de diferentes tipos de vegetação e animais que podem fazer parte destes habitats.

  • APRENDER SOBRE AS MULTIMODALIDADES

Aprender sobre a multimodalidade remete ao estudo de como diferentes formas comunicativas produzem sentido em conjunto. Usa formar variadas de textos e imagens como de anúncios publicitários com fotos, podem evidenciar esse ponto, ajudando a desenvolver um olhar mais crítico sobre a mídia. Relacionar fotos e vídeos sobre temas comuns e suas interpretações.

  • APRENDER POR MEIO DA INTERNET

Aprender sobre a Web e os sites de compartilhamento, discutindo entre si e com o educador aspectos que envolvem essa prática, como a questão da privacidade, ou a utilização de licenças para as imagens, perigos da rede  e outras questões relacionadas reforçam as aprendizagens. A WEB é uma janela ampla de informações que se bem utilizadas intensificam formas variadas de comunicação. 

                Enfim, que essas dicas possam contribuir para  estimular e enriquecer a participação de nossos estudantes usando imagens das mais variadas fontes, de forma ética e construtiva,  e claro, promover a reflexão, a crítica nos tempos em que vivemos. 

                          Bom trabalho a todos, e cuidem-se.

Fonte: CENPEC- Curso : Comunicação digital-  https://www.cenpec.org.br/cursos









domingo, 15 de março de 2020

INDICADORES NA EDUCAÇÃO ASPECTOS IMPORTANTES A SABER


INDICADORES NA EDUCAÇÃO
ALGUNS ASPECTOS IMPORTANTES A SABER


Os indicadores educacionais atribuem valor estatístico à qualidade do ensino, atendo-se não somente ao desempenho dos alunos, mas também ao contexto econômico e social em que as escolas estão inseridas. Eles são úteis principalmente para o monitoramento dos sistemas educacionais, considerando o acesso, a permanência e a aprendizagem de todos os alunos. Dessa forma, contribuem para a criação de políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade da educação e dos serviços oferecidos à sociedade pela escola ( MEC/INEP)


            O uso de indicadores é assunto pouco debatido entre educadores . Entretanto, ele é uma constante no planejamento de políticas públicas para a educação. Seu conceito envolve bases importantes para as decisões que afetam o cotidiano escolar, sendo relevante conhecer os aspectos principais  sobre o seu uso, as suas finalidades, e que eles  podem  para facilitar as ações de acompanhamento de projetos, programas, e  tomadas de decisões na educação. 

     O indicador mais conhecido na área educacional é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica- IDEB. O IDEB  ao longo de dez anos tem se consolidado como base no planejamento educacional.  Mas o que dizem os especialistas sobre um indicador?  Segundo Ferreira, Cassiolato e Gonzales (2009),


O indicador é uma medida, de ordem quantitativa ou qualitativa, dotada de significado particular e utilizada para organizar e captar as informações relevantes dos elementos que compõem o objeto da observação. É um recurso metodológico que informa empiricamente sobre a evolução do aspecto/fato, observado (Ferreira, Cassiolato e Gonzales , 2009).


         Para Rua (2004), indicadores são medidas que expressam ou quantificam um insumo, um resultado, uma característica ou o desempenho de um processo, serviço, produto ou organização. Magalhães (2004)  define indicadores  como  abstrações ou parâmetros representativos, concisos, fáceis de interpretar e de serem obtidos, usados para ilustrar as características principais de determinado objeto de análise. Esses autores corrobam com o fato de que os indicadores auxiliam de forma objetiva a evolução de um fato ou objeto de análise.

         Por outro lado, para Rua (2004), Jannuzzi (2005) e Ferreira, Cassiolato e Gonzalez (2009), apontam que existem propriedades dos indicadores ditas essenciais, ou seja, aquelas que qualquer indicador deve apresentar e devem ser consideradas como critérios de escolha, independente da fase do ciclo de gestão em que se encontra a política sob análise (Planejamento, Execução, Avaliação etc.). Essas propriedades são:

• Utilidade: Deve suportar decisões, sejam no nível operacional, tático ou estratégico. Os indicadores devem, portanto, basear-se nas necessidades dos decisores;
• Validade: capacidade de representar, com a maior proximidade possível, a realidade que se deseja medir e modificar. Um indicador deve ser significante ao que está sendo medido e manter essa significância ao longo do tempo;
• Confiabilidade: indicadores devem ter origem em fontes confiáveis, que utilizem metodologias reconhecidas e transparentes de coleta, processamento e divulgação;
• Disponibilidade: os dados básicos para seu cômputo devem ser de fácil obtenção.

         Jannuzzi (2005), acrescenta que os indicadores podem ser divididos em grupos de acordo com sua posição no planejamento:

• Insumo (antes): são indicadores que têm relação direta com os recursos a serem alocados, ou seja, com a disponibilidade dos recursos humanos, materiais, financeiros e outros a serem utilizados pelas ações de governo. São exemplos médicos/mil habitantes e gasto per capita com educação;

• Processo (durante): são medidas que traduzem o esforço empreendido na obtenção dos resultados, ou seja, medem o nível de utilização dos insumos alocados como, por exemplo, o percentual de atendimento de um público-alvo e o percentual de liberação dos recursos financeiros;

• Produto (depois): medem o alcance das metas físicas . São medidas que expressam as entregas de produtos ou serviços ao público-alvo. São exemplos o percentual de quilômetros de estrada entregues, de armazéns construídos e de crianças vacinadas em relação às metas estabelecidas;

• Resultado (depois): essas medidas expressam, direta ou indiretamente, os benefícios no público-alvo decorrentes das ações empreendidas no contexto de uma dada política e têm particular importância no contexto de gestão pública orientada a resultados. São exemplos as taxas de morbidade (doenças), taxa de reprovação escolar e de homicídios;

• Impacto (depois): possuem natureza abrangente e multidimensional, têm relação com a sociedade como um todo e medem os efeitos das estratégias governamentais de médio e longo prazos. Na maioria dos casos estão associados aos objetivos setoriais e de governo (veja Figura 8). São
Exemplos o Índice Gini de distribuição de renda e o PIB per capita.

         Por fim, este texto não esgota o tema. Parece ser indicativo que no campo da educação se conceba indicadores sólidos e que mais debates circundem o assunto. Afinal, quando pensamos em planejar a educação pública é relevante considerar indicadores que busquem melhorar continuamente os programas e projetos desenvolvidos. Construir indicadores com a preocupação de acompanhar efetivamente processos e rotinas que nas tomadas de decisão são válidos e confiáveis, podem contribuir significativamente para garantir resultados robustos à sociedade, e em nosso caso, à educação de qualidade que almejamos para todos os estudantes.


JANNUZZI, P. M. Considerações sobre o uso, mau uso e abuso dos indicadores sociais na formulação e avaliação de políticas públicas municipais. Revista do Serviço Público. Brasília: ENAP, 2005.

LINDBLOM, C. E. Muddling through 1: a ciência da decisão incremental. In: HEIDEMANN, F. G.; SALM, J. F. (Orgs.). Políticas públicas e desenvolvimento: bases epistemológicas e modelos de análise. Brasília: UnB, 2010.

MAGALHÃES, M. T. Q. Metodologia para desenvolvimento de sistemas de indicadores: uma aplicação no planejamento e gestão da política nacional de transportes. (Dissertação Mestrado). Brasília: UnB, 2004.

RUA, M. G. Desmistificando o problema: uma rápida introdução ao estudo dos indicadores. Brasília: ENAP, 2004.

FERREIRA, H.; CASSIOLATO, M.; GONZALEZ, R. Uma experiência de desenvolvimento metodológico para avaliação de programas: o modelo lógico do programa segundo tempo. Texto para discussão 1369. Brasília: IPEA, 2009.
IMAGEM: http://www.deolhonosplanos.org.br/uso-dados-indicadores-planos-educacao/

quarta-feira, 3 de julho de 2019

O EFEITO GESTÃO ESCOLAR E OS RESULTADOS DA ESCOLA



O EFEITO GESTÃO ESCOLAR

E OS RESULTADOS DOS ESTUDANTES E DA ESCOLA

Marli Dias Ribeiro





O efeito gestão é um tema pouco debatido no Brasil. Temas como a formação de gestores, seu estilo de liderança, suas competências para o cargo ainda parecem ser tabus, porém, são impactantes nos resultados escolares. Cabe destacar que pelo mundo, as pesquisas internacionais têm mostrado que os principais responsáveis pelo desempenho dos estudantes são o professor, seguida a liderança efetiva do diretor escolar (gestor). Entretanto, dados do questionário da Prova Brasil (2015), revelam que quando perguntados sobre quem eram os responsáveis pelas notas baixas na Prova Brasil de suas escolas, os diretores responderam: o governo (48%), a comunidade (16%), o professor (13%), aluno (9%) e escola (7%). O diretor aparece em 6º lugar.
Ainda sobre a questão da atuação do diretor  Leithwood et al. (2004) afirmam que cerca de 25% dos efeitos totais da escola estão relacionados com os efeitos diretos e indiretos relativos à liderança do diretor. Existe uma percepção diminuída dos diretores brasileiros, e do impacto quanto à importância da liderança nos resultados de seus estudantes. Grande parte dos diretores não associam sua atuação ao impacto nas aprendizagens (Pinto 2016).
Segundo Libânio (2004, p. 27): muitos dirigentes escolares direcionam suas práticas excessivamente as ações burocráticas, conservadoras, autoritárias, centralizadoras. Embora, hoje sejam disseminadas práticas de gestão participativa, liderança participativa, atitudes flexíveis e compromisso, como  ações primordiais e necessárias para uma educação de qualidade. O autor aponta algumas atribuições ao diretor de uma instituição: supervisionar atividades administrativas e pedagógicas, promover a integração entre escola e comunidade; conhecer a legislação educacional, buscar meios que favoreçam sua equipe, liderar o grupo, dentre outras.
De fato, pouco se tem discutido, investigado  e investido na formação de líderes escolares no Brasil. Precisamos romper com a inércia e seguir o que indica quase todos os estudos de eficácia escolar, quando mostram a liderança como fator-chave, tanto na escola primária ( Ensino Fundamental), quanto na secundária ( Ensino Médio). A exemplo, Ana Cristina Prado de Oliveira e Cinthia Paes de Carvalho dizem que “a importância da liderança dos diretores é uma das mensagens mais claras da pesquisa em eficácia escolar”. [...] o estudo da literatura revela que três características foram encontradas frequentemente associadas à liderança de sucesso: propósito forte, envolvimento de outros funcionários no processo decisório,  autoridade profissional nos processos de ensino e aprendizagem.
O efeito gestão escolar continua sendo ignorado...sem gestão escolar  eficiente, sem formação, e acesso de gestores qualificados às escolas, dificilmente, teremos resultados para uma educação de qualidade, que nossos estudantes, certamente, merecem.
Então amigo educador...Que impactos a gestão de sua escola vem indicando? 

Fontes:
LIBANEO, José Carlos. Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. 5 ed. Goiânia Alternativa, 2004.
PINTO, Vera Regina Ramos. Uma avaliação da liderança do diretor de escola a partir de microdados da Prova Brasil. 2016. Tese de Doutorado.
LEITHWOOD, K. A., & Riehl, C. (2004). What we know about successful school leadership. Philadelphia, PA: Laboratory for Student Success, Temple University.
A Revista Brasileira de Educação (RBE), ”Gestão escolar, liderança do diretor e resultados educacionais no Brasil". Ana Cristina Prado de Oliveira (UNIRIO) e Cynthia Paes de Carvalho (PUC-RJ). Grupo de Pesquisa Gestão e Qualidade da Educação – GESQ na PUC-Rio.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

LIVRO, O MELHOR AMIGO DO EDUCADOR... ESCREVER É POSSÍVEL



LIVRO,  O MELHOR AMIGO DO EDUCADOR... ESCREVER É POSSÍVEL

Arrisque-se a escrever, todos podem...

Um pouco sobre a história dos livros


            Quando pensamos em um livro, geralmente imaginamos um conjunto de folhas impressas em papel. Nossa ideia de livro está associada ao material concreto, à técnica de impressão, a capa, ao desenho, à costura. Quando juntamos textos escritos à mão ou lemos no computador parece-nos fugir a materialidade do livro. Mas, temos hoje, E-boockers, Blogs, Vlogs, redes sociais, páginas e tantos outros escritos, diversos e únicos. Infinitas possibilidades...

            Mas nem sempre foi assim! De onde vem o termo, a palavra "livro"? Ela vem da forma latina liber, que era o nome da camada externa da casca das árvores, onde se escrevia antigamente. Os livros nem sempre tiveram o formato atual. Foi durante a Idade Média que passaram a ter um aspecto parecido aos de hoje. Antigamente, como eram escritos à mão, existiam poucos exemplares, raros eram os leitores.

            Em 1436, na Alemanha, um joalheiro chamado Johannes Von Gutenberg inventou a imprensa. Graças a essa invenção, puderam ser feitas muitas cópias de um mesmo livro, não sendo mais necessário copiá-los à mão. A partir da invenção da imprensa, no século XV, foi possível imprimir exemplares em grande quantidade, tornando-os acessíveis a um maior número de pessoas. Porém eram poucos os letrados. Mulheres leitoras uma raridade.
            Mas quem escrevia os livros? Inicialmente, os homens escreviam para anotar a quantidade de animais que tinham, guardar a informação e controlar os animais que eram vendidos, que se perdiam ou que morriam. O que se escrevia na Antiguidade, portanto, não eram livros, mas breves anotações comerciais e   documentos. Apenas os sacerdotes podiam escrever livros porque se acreditava ser a escrita um dom sagrado concedido pelos deuses a sujeitos escolhidos. Essas pessoas eram as únicas que tinham permissão para ler os livros sagrados. Ainda hoje a ideia de dom ou capacidade nata é associada a essa visão dogmática do ato de escrever. Mas acreditem, todos podem escrever… Todos!

            Na  Idade Média, na Europa, os monges eram encarregados de copiar os livros à mão. Esses monges eram chamados copistas.  Já nos países do Oriente, como na Pérsia, por exemplo, os encarregados de copiar e ilustrar livros não eram os monges, mas sim algumas famílias. E todos os membros da família  deviam se dedicar  a esse trabalho.

            O fato é que livros sempre geraram conflitos por expandirem informações. Ao longo da história, muitos episódios de dominação destruíam bibliotecas. Dessa forma, controlavam a história dos povos e  a experiência dos seus antepassado contida nos livros. Isso aconteceu com a famosa Biblioteca de Alexandria, no Antigo Egito: quando os romanos invadiram a cidade de Alexandria para conquistá-la, queimaram a sua imensa biblioteca. Na Europa, no período da Inquisição, entre os séculos XV e XVI, a Igreja Católica também ordenou a queima de livros considerados contra a fé cristã. Quase em meados do século XX, durante a Segunda Guerra Mundial, milhares de livros foram queimados em praça pública pelo regime nazista por serem considerados contrários ao sistema político.
Por isso, escrever, ler e ter  livros foi e sempre será um ato de rebeldia, um movimento de contestação que precisamos construir e reconstruir. Por isso, escrevo nesse espaço virtual, nas redes socias, e claro escrevi um livro. Acreditem, escrever sempre será uma forma de democratizar o conhecimento.

Referencia: TEBEROSKY , Ana e COLL de Cesar. Aprendendo Português. Conteúdos essenciais para o Ensino Fundamental de 1a a 4a série. Ática, 2000.
IMAGENS: Aplicativo Bitmoji e arquivo pessoal

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

FELIZ DIA DO PROFESSOR

Dia  da professora e do professor...
Por Marli Dias Ribeiro


15 de outubro - Dia do Professor

Rebeldia de ser 

Se em cada estudante que fizer parte de nossa jornada
pudermos transcender conhecimentos, bondade e 
esperança, seremos educadores de almas.
Ah, é sonho de  cada  professor ser  infinito... 
Para assim, seu dia  do professor ser lembrado todos os dias. 
Mas é alegria saber que se amor fizer parte da  prática educativa, do desafio e da tarefa, prevalecerá a vida, o gesto, e seremos...mais que uma fugaz lembrança. 
Seremos sempre vida que rompe barreiras.
Pois ser educador foi, é, e sempre será, 

A rebeldia de quem acredita na capacidade de caminhar rumo ao melhor que outro pode oferecer.
Rebeldia de ser quem ensina e aprende
Rebeldia de ser quem transforma vidas.
Rebeldia de ser educador...
Parabéns aos mestres do Brasil.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

VOCÊ LIDERA COM AMOR?



Você lidera com amor?

Um educador pode liderar e lapidar diamantes com seu amor.

                                                                                                                    
Por Marli Dias Ribeiro


       Para se relacionar com a comunidade escolar, seja em sala de aula, atuando em regência de classe, seja como coordenador pedagógico ou gestor,  o estilo de liderança apresenta-se como tópico essencial na escola. Várias características estão frequentes em líderes de sucesso e podem ajudar na reflexão de nossas práticas. Abaixo, algumas ações que considero primordiais em nossa jornada educativa:

  • Trabalho em equipe. Confie no talento dos seus colegas de trabalho e acredite na gestão democrática e participativa. Todos sempre podem colaborar de alguma forma, atribua valor a ação de cada professor, aluno, pai e demais pessoas da escola.
  • Estudo sempre. Mantenha-se atualizado e disposto a mudar e promover inovações tanto na parte pedagógica, quanto na parte administrativa e de gestão de pessoas e recursos. O estudo abre novas possibilidades. Como nos lembra Paulo Freire “ aprendemos sempre, ninguém sabe tudo”.
  • Persistência e paciência. Seja persistente e disciplinado para cumprir as metas e objetivos traçados em seu planejamento. O planejamento somente acontece se for colocado em prática o que exige mais que a redação, exige a  prática cotidiana.
  • Comunicação. Fale de forma clara. Se comunique de forma objetiva. Não adiante guardar as informações e os projetos nas gavetas. Sem conhecer e compreender os objetivos e ações planejadas o coletivo não caminha. As informações devem circular em todos os setores da escola, seja em bilhetes, em palestras, em avisos, em redes sociais. Comunique!
  • Gratidão. Agradeça. A gratidão ao próximo aproxima o grupo e cria um clima escolar de confiança e ajuda mútua. Não esqueça de elogiar e cumprimentar seus pares.
  • Ética sempre. Num mundo mergulhado em situações de mentiras, roubos, desconfianças, zelar pelos valores humanos torna os relacionamentos mais fortes e duráveis. A educação sempre preza por transformar a realidade para seu melhor. Não desvie suas ações desse caminho.
  • Amor. Ame sua profissão. Sem amor não existe liderança que possa ser exemplo e dar exemplo.
     A ideia não é oferecer receitas, a liderança voltada para a democracia, para a  ação transformadora e ética parece ser fundamental aos educadores que acreditam que a educação pode ampliar horizontes.
Lembrar sempre que educar é impregnar de sentido o que fazemos. Não podemos falar em educação sem falar em amor (Freire, 1987). Educar é uma escolha, é ato de amor.


O poder de escutar: passadas as alegrias e angústias do primeiro turno…

  O poder de escutar Passadas as alegrias e angústias do primeiro turno… Tenho refletido! O avanço do conservadorismo não pode ser e...

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