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segunda-feira, 16 de abril de 2018

FIQUE ATENTO, A POLÊMICA BNCC DO ENSINO MÉDIO TRAZ GRANDES MUDANÇAS!


 As mudanças vão melhorar o quê?


Por Marli Dias Rib
eiro





          A nova Base , BNCC , proposta para o Ensino Médio vem causando polêmica e promete grandes mudanças. Para melhor ou pior? São mudanças intensas nos currículos e na distribuição das disciplinas escolares. Sendo uma política nacional, ela busca alinhar todas as estratégias de ações, em âmbito federal, estadual e municipal, referentes à formação de professores, à avaliação, à elaboração de conteúdos educacionais e aos critérios para a oferta de infraestrutura adequada para o pleno desenvolvimento da educação. Será mesmo que essa dita grande reforma irá garantir aos sistemas de ensino a revolução de qualidade necessária?

         As mudanças giram em torno da carga horária e sua ampliação. Também na BNCC, o ensino será baseado em competências, que é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e sócio emocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. 

      Por outro lado, disciplinas como filosofia, sociologia, Artes, Educação Física deixam de ser obrigatórias. Apenas Português e Matemática são obrigatórias nos três anos de Ensino Médio. Será que apenas essas duas disciplinas são importantes?



            Outra questão é o amento da carga horária e a ampliação para o turno integral. Se hoje, os Estados ainda não garantem o mínimo, porque não ajustar e melhorar o que temos? Com escolas sucateadas, sem laboratórios, livros, água potável, cadeiras, e uma grande falta de professores, as demais disciplinas serão realmente oferecidas em cinco itinerários formativos? 

           Pela situação atual de nossas escolas fica evidente que escolas de ensino médio não possuem condições de ofertar cinco áreas de conhecimento propostas na lei pela falta de demanda ou pela falta de recursos.

       Parece que a polêmica ainda não chegou nas escolas, pouco vejo os educadores lendo, informando-se e questionando a nova base. Estão previstas audiências para debater o documento e o governo pretende encerrar o assunto ainda este ano.

           Precisamos ficar atentos, estamos cansados de receber soluções fabricadas, sem contexto e longe da realidade que vivenciamos. Vamos conhecer e debater ou a polêmica BNCC cairá em nossas escolas tais como as águas de março, inundando, arrastando e causando estragos e nada poderemos fazer. Por isso, temos que acreditar que ensinar é impregnar de sentido e participação nossa ação educativa. Estamos de olho!



Images: internet Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press); e do site mirante.com/oestadoma/noticias/2017/06/16/escola-de-musica-do-maranhao-abre-inscricoes-para-novas-v

domingo, 11 de março de 2018

SE LIGA! DIA “D” DA BNCC PODERIA SER O DIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO


SE LIGA  ! O DIA “D” DA BNCC 

PODERIA SER O DIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO

Por Marli Dias Ribeiro





No dia 6 de março de 2018 o Ministério da Educação chamou professores, gestores, secretarias de Estados,  e a comunidade para discutir a Base Nacional Comum Curricular. Aprovada em dezembro de 2017 para a Educação Infantil e Ensino Fundamental, o documento será a principal referência para que todas as escolas brasileiras organizem seus currículos, livros, organização pedagógica e avaliações. A base do Ensino Médio ainda está em discussão e deve ser concluída esse ano.
Cabe destacar que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) está organizada em 10 competências, chamadas Competências Gerais da Base Nacional Comum Curricular. No documento a parte introdutória apresenta as competências a partir de direitos éticos, estéticos e políticos. São apontadas nas competências um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores a serem trabalhados por todas as escolas. Seguem abaixo  as 10 competências:
1.       Conhecimento
2.     Pensamento científico crítico e criativo
3.     Repertório cultural
4.     Comunicação
5.     Cultura digital
6.     Trabalho e projeto de vida
7.     Argumentação
8.     Autoconhecimento e autocuidado
9.     Empatia e cooperação
10. Responsabilidade e cidadania
As competências estão organizadas em dimensões e subdimensões que serão trabalhadas ao longo de todo ensino de forma transdisciplinar. Para disseminar a base, o Ministério da Educação,  preparou um material de apoio* para ser distribuído e estudado em todo país, no chamado dia “D”. Não estamos aqui descartando todas as reflexões e os debates que construíram e organizaram a BNCC, entretanto, sua simples implementação não garante a qualidade almejada no ensino, precisamos avançar ainda até em condições básicas como a infraestrutura. As várias críticas ao documento giram em torno de uma rigidez na proposta que pode “obrigar” todos a seguiram alinhados às competências indicadas. Por que os Parâmetros Curriculares existentes não foram totalmente implementados, e passamos a essa base?
Outra questão, parece ser o fato de que as avaliações nacionais estarão atreladas à base, e os Estados irão se planejar para não ficarem na lista dos fracassados nas provas nacionais, tais como Prova Brasil, ANA, Provinhas Brasil, o que obriga, de certa forma,  os Estados a aplicarem a BNCC. Com que liberdade o Estado irá criar seu próprio currículo se será avaliado pelas competências da base?
Os debates acerca da implementação da base não retiraram dela as questões polêmicas. A participação divulgada pelo governo nos debates sobre o documento serviu como propaganda para incentivar a adoção do projeto, mas parece que ainda  temos um longo caminho a traçar.
Uma política educativa que transforme a realidade nacional está muito além da base. Será mesmo tão importante esse processo? Que ideologias estão inseridas nesse contexto? Os educadores estão participando dos debates de forma crítica? As competências debatidas estão alinhadas às realidades dos alunos? Como será a formação docente antes e depois da Base?
O dia “D”, penso eu,  poderia ser o dia do DIREITO, direito a mais recursos na escola, direito a mais formação de professores, a mais profissionais de apoio, a mais livros, a mais vontade política de fazer um país com dias melhores para todos os alunos. O dia “ D” da educação será o dia que ela, seja direito de todos, e para todos. O dia "D", será o dia em que o debate seja adotar  a educação como prioridade.

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