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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

10 DICAS DE COMO ORGANIZAR EVENTOS DE SUCESSO EM SUA ESCOLA





10 DICAS  PARA

ORGANIZAR ENCONTROS

        Marli Dias Ribeiro

Realizar eventos formativos, encontros e diversas atividades na escola exigem uma organização criteriosa. Afinal, queremos oferecer a comunidade sempre o melhor de nossa escola. Por isso,seguem algumas dicas para facilitar essa empreitada...

1. Defina o  conceito do evento ( palestra, oficina, encontro, fórum, roda de conversa, Workshop, etc). Lembre-se, cada evento tem dinâmica diferenciada, escolha com cautela.


2.  Tenha um tema claro. Que temática será abordada ? É relevante? Que problema ela pretende resolver? Existe público específico?

3.      Marque o local. Quando e em que local? A estrutura  deve ser adequada, confortável e ligada ao tipo de evento que será realizado. 
Confirme o  espaço e  a estrutura com antecedência, visite e sinta o espaço.

4.  Defina o que quer alcançar. Qual o objetivo? Seu objetivo deve ser claro e com foco em  meta a ser alcançada. Tenha  em mãos seu plano de ação ou planejamento.
5.   Que público quer atingir? Idade, especificidades, interesses, características. ( Quantos, quem, o espaço comporta?)

6.      Organize os detalhes. Como funcionará?  Indicar uma pauta organizada de cada ação a ser realizada ( acolhida, as atividades, a avaliação, a participação do público). Atente-se ao fato de que atividades sem protagonismo e engajamento da plateia-público  não são interessantes. Sem roteiro detalhado podem ocorrer falhas. Mas lembre-se, imprevistos podem surgir mesmo com o planejamento conferido, então... tenha estratégias coringas!

7.    Convide. Envie oficialmente o convite, comunicado. Ainda é elegante, mesmo em tempos de contatos virtuais receber convites impressos, ligações de confirmação. É um plusss... CONFIRA SEMPRE! Os convidados receberam? 

8.   Reforce a divulgação (branding) do seu evento! Faça as chamadas virtuais,  ou impressas. FALE com seus pares, espalhe a notícia. Busque meios variados de divulgação.

9.     Faça a sensibilização, a formação e repasse o planejamento com seus pares. Organize o grupo de colaboradores/equipe  que irá trabalhar nas  atividades.

10.  Comemore com sua equipe. Depois de organizar com amor, zelo e carinho cada passo do evento, não esqueça de celebrar!  Tenho certeza que será um sucesso. 

E se você tem alguma dica que considera importante, vamos acrescentar, nos escreva,  contribua nos comentários.



quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

VOCÊ SABE COMO SÃO ESCOLHIDOS OS DIRETORES ESCOLARES NO BRASIL?



VOCÊ SABE COMO SÃO ESCOLHIDOS 

OS DIRETORES ESCOLARES NO BRASIL?

POR MARLI  DIAS RIBEIRO

    Estima-se que eles são mais de 135.430 educadores. Os diretores ou gestores escolares não são escolhidos de forma idêntica em nosso país. Alguns são eleitos, outros indicados, e ainda, alguns realizam o concurso público para a função. Dados sobre a formação dos gestores e a forma que assumem a função foram fonte de estudo coordenada por Heloísa Luck, em 2010, diretora educacional do Centro de Desenvolvimento Humano Aplicado (Cedhap), em Curitiba. As formas de provimento no cargo estiveram um longo tempo amarradas em indicações políticas, amizades, apadrinhamentos, e nem sempre as questões éticas e profissionais eram consideradas. 


    Apesar de ainda existirem problemas no acesso e formação para exercer a função, com a indicação legal formalizada na Constituição de 1988 a Gestão Democrática  tem se ampliado. Além disso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação -LDB-  também sinaliza no Art. 3 que o ensino será ministrado com base em diversos princípios e, entre eles, encontra-se a “gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino”. Nesse sentido, o acesso através da eleição pela comunidade escolar vem ganhando corpo no país.



   Segundo Luck a eleição é utilizada por cerca de 70% das secretarias estaduais e 87% das municipais. Algumas precedem a eleição a provas ou certificações, e listas de até 5 candidatos ainda podem ser encontradas na indicação de prefeitos, governadores e secretários. Dados da Prova Brasil de 2015 apontam que de modo geral 45% são indicados porque em cidades pequenas são um dos principais líderes na comunidade, fato almejado por políticos. 



    Considero a eleição o processo mais democrático e que apresenta vantagens por dar voz a comunidade.  Junto a eleição, fortalecer os conselhos escolares, os grêmios e associações também são importantes estratégias na escola, e muitas experiências exitosas são visíveis quando a participação da comunidade é forte, porém, ainda temos grandes desafios nesse processo. 


   Em algumas situações o clima eleitoral, o despreparo dos candidatos, a rotatividade no cargo, a inexperiência dos gestores iniciantes, entre outros, são fatores que geram conflitos. Aliás, administrar dinheiro, lidar com pessoas, gerir o pedagógico e todas as atividades de uma instituição escolar não é tarefa para amadores.   
      Um processo de formação bem organizado, entretanto, pode ajudar na organização e no amadurecimento desse processo e não deve servir de desculpas para abrirmos mão de uma democracia que ainda está na infância.

    Democracia na escola começa com nossa participação ativa nas tomadas de decisão, no planejamento e sobretudo em nossas salas de aula. Excessos de burocracia, hierarquia e autoritarismo, falta de diálogo são inimigos de escolas democráticas e do sucesso escolar. CONTINUO ACREDITANDO NA DEMOCRACIA, E VOCÊ?

LÜCK. Heloísa. Liderança em Gestão Escolar. 4ª ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2010
MEC- INEP- Prova Brasil 2015.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

AS TECNOLOGIAS NA ESCOLA CONTINUAM NA IDADE DA PEDRA...



O professor,  o gestor e as Tecnologias na Escola...



Anuncia-se um novo tempo, a Idade da Pedra ficou para trás, cabendo a cada educador seja gestor ou professor participar de processos de formação continuada...” .


             As tecnologias foram inicialmente utilizadas para facilitar as atividades administrativas do ambiente escolar. Mais tarde essa ferramenta passou a ser inserida em projetos e atividades diversificadas contribuindo para expandir e facilitar o acesso a informação, estabelecer relações, articular novos ambientes e espaços, promovendo uma gestão  mais participativa e democrática. Contudo o uso de tecnologias não pode ser simplesmente um catalizador para as mudanças. Reflexões sobre a realidade do espaço escolar envolvem o uso de todos os recursos hoje disponíveis para um trabalho que garanta efetivo sucesso escolar, a aprendizagem dos estudantes. 

                É urgente que as ações sejam pautadas na análise e na identificação dos problemas presentes de modo a transformar o fazer pedagógico. Algumas alternativas para o uso das TICs são: trocar experiências comunicar-se com os pais, ampliação da comunidade as informações da escola, formação de professores e gestores, etc. 

        Nesse sentido, um exemplo disso foi o Programa PROINFO do Ministério da Educação que além de formar variados grupos de professores, atuou na ampliação do acesso às tecnologias para os alunos. Ainda existem algumas barreiras no uso das tecnologias. Podemos citar as instalações, falta de pessoas para realizar os projetos, pouca formação, a assistência técnica aos aparelhos, falta de internet, entre outras. 

              O uso das tecnologias deve ser levado a toda comunidade escolar: alunos, professores, servidores e gestores para que todos possam contribuir e criar responsabilidades no fazer e aprender. Os ambientes virtuais abrem espaços diversificados de aprendizagem onde a criatividade e a liberdade propiciando uma construção coletiva do conhecimento ajudando os gestores na busca, avaliação e no planejamento de ações dentro da escola. É tempo de ampliar horizontes, cabendo a professor e gestor inserir-se em formações e redes colaborativas para que possam anunciar novas possibilidades.

             “Anuncia-se um novo tempo, cabendo a cada educador seja gestor ou professor participar de processos de formação continuada...” (p.09). Assim, a formação é a base da ação. Todos devem estar inseridos  no processo de construção do uso das tecnologias na escola. 

        O gestor deve fomentar condições a fim de que todos possam ter oportunidades de interação a fim de que as necessidades da escola encontrem mais um caminho para o planejamento coletivo e construção de soluções viáveis à realidade local. Seja usando computadores, tabletes, celulares ou outras tecnologias. Elas estão na escola e precisamos aprender a lidar com essas novidades em nossas aulas.

           Enfim, o fazer pedagógico enfrenta barreiras na formação do professor e do gestor que por motivos variados podem não estarem motivados em participar de formação e tão pouco usar novas ferramentas de ensino e inovação escolar. Será uma realidade apenas em meu ambiente de trabalho? Podemos mudar essa realidade?


ALMEIDA. M. Gestão de Tecnologias na Escola, Série “Tecnologia e Educação: Novos tempos, outros rumos” Programa Salto para o futuro, setembro de 2002. Disponível em:< http://moodle.mec.gov.br/unb/mod/data/view. phpd =1135 .


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