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terça-feira, 9 de novembro de 2021

EDUCAR NA ERA DIGITAL: a escola pensando e fazendo gestão do conhecimento

 

EDUCAR NA ERA DIGITAL: a escola pensando e fazendo

 gestão do conhecimento 

                                                                                                          Por Marli Dia Ribeiro 

 

O mundo mudou e a educação precisa e deve acompanhar os contextos de transformação ou pode deixar de oferecer aos estudantes as habilidades e expressões dos novos tempos.


A sociedade e a escola não podem estar separadas e, hoje esta relação se manifesta nas redes sociais e de  partilha,  em comunidades  virtuais,  nos blogues e nos espaços de construção coletiva das novas narrativas de conhecimento, isso exige habilidades importantes para estudantes e educadores. 

 São várias as habilidades que precisam ser trabalhadas e desenvolvidas. Destacamos as que foram explicitadas por W. Tony  em sua obra  Educar na era digital. Assim tronar-se fundamental que os espaços educativos trabalhem em: 

  • Habilidades de comunicação:  precisamos incluir habilidades de comunicação em mídias sociais, em   comunicação tradicionais de ler, falar e escrever de forma coerente e clara. Exemplos como criar um pequeno vídeo no YouTube para capturar a demonstração de um processo, fazer um discurso de vendas e desenvolver a oratória na e fora da escola;
  •  Capacidade de aprender de forma independente: isso significa assumir a responsabilidade de planejar o que você precisa saber e encontrar esse conhecimento.  É um processo contínuo porque a base do conhecimento está em constante mudança. Procure aprender  e ensinar novas maneiras de fazer as coisas, ou aprender quem são as pessoas que você precisa conhecer para fazer o trabalho;
  • Ética e responsabilidade: são necessárias e essenciais para construir a confiança (particularmente importante em redes sociais informais), mas também porque geralmente é positivo em um mundo onde há muitos jogadores diferentes, relações éticas e responsáveis  asseguram um mundo mais solidário para todos;
  • Trabalho em equipe e flexibilidade:  embora muitos trabalhadores do conhecimento trabalhem de forma independente ou em pequenas empresas,  dependem  fortemente  da  colaboração  e  da  partilha  de  conhecimentos com outras pessoas em organizações relacionadas, mas independentes. Em particular, os trabalhadores do conhecimento, professores e outros,  precisam  saber  como  trabalhar  de  forma colaborativa, virtualmente e a distância com colegas,  e parceiros na solução de problemas e criação de novas possibilidades.
  • Habilidades de pensamento (pensamento crítico, resolução de problemas, criatividade, originalidade e elaboração de estratégias):  de todas as habilidades necessárias em uma sociedade baseada no conhecimento, estas são algumas das mais importantes. Negociadores,
    em particular, são cada vez mais solucionadores de problemas, em vez de seguir processos padronizados, que tendem a se tornar automatizados.
  • Competências digitais: a maioria das atividades baseadas no conhecimento depende fortemente do uso de tecnologias.  A questão-chave é que essas habilidades precisam  ser  incorporadas ao domínio do conhecimento em que a atividade ocorre. Assim, o uso da tecnologia digital tem de ser integrado e avaliado por meio da base de conhecimentos da área;
  • Gestão do conhecimento: esta é talvez a mais abrangente dentre todas as habilidades. O conhecimento não só está mudando rapidamente com as novas pesquisas, novos desenvolvimentos e rápida disseminação de ideias e práticas por meio da internet, mas as fontes de informação também estão aumentando, com uma grande variabilidade na confiabilidade ou validade das informações. A habilidade fundamental em uma sociedade baseada no conhecimento é a gestão do conhecimento: como encontrar, avaliar, analisar, aplicar e divulgar informações em um contexto particular.

    Por fim, o desenvolvimento destas habilidades é um processo coletivo que deve ser construído a partir do diálogo e da colaboração de toda comunidade. 




Fonte: W. (TONY) BATES -EDUCAR NA ERA DIGITA: design, ensino e aprendizagem. As competências necessárias na sociedade do conhecimento (adaptado da CONFERENCE BOARD OF CANADA, 2014):

sexta-feira, 5 de julho de 2013

AS TECNOLOGIAS NA ESCOLA CONTINUAM NA IDADE DA PEDRA...



O professor,  o gestor e as Tecnologias na Escola...



Anuncia-se um novo tempo, a Idade da Pedra ficou para trás, cabendo a cada educador seja gestor ou professor participar de processos de formação continuada...” .


             As tecnologias foram inicialmente utilizadas para facilitar as atividades administrativas do ambiente escolar. Mais tarde essa ferramenta passou a ser inserida em projetos e atividades diversificadas contribuindo para expandir e facilitar o acesso a informação, estabelecer relações, articular novos ambientes e espaços, promovendo uma gestão  mais participativa e democrática. Contudo o uso de tecnologias não pode ser simplesmente um catalizador para as mudanças. Reflexões sobre a realidade do espaço escolar envolvem o uso de todos os recursos hoje disponíveis para um trabalho que garanta efetivo sucesso escolar, a aprendizagem dos estudantes. 

                É urgente que as ações sejam pautadas na análise e na identificação dos problemas presentes de modo a transformar o fazer pedagógico. Algumas alternativas para o uso das TICs são: trocar experiências comunicar-se com os pais, ampliação da comunidade as informações da escola, formação de professores e gestores, etc. 

        Nesse sentido, um exemplo disso foi o Programa PROINFO do Ministério da Educação que além de formar variados grupos de professores, atuou na ampliação do acesso às tecnologias para os alunos. Ainda existem algumas barreiras no uso das tecnologias. Podemos citar as instalações, falta de pessoas para realizar os projetos, pouca formação, a assistência técnica aos aparelhos, falta de internet, entre outras. 

              O uso das tecnologias deve ser levado a toda comunidade escolar: alunos, professores, servidores e gestores para que todos possam contribuir e criar responsabilidades no fazer e aprender. Os ambientes virtuais abrem espaços diversificados de aprendizagem onde a criatividade e a liberdade propiciando uma construção coletiva do conhecimento ajudando os gestores na busca, avaliação e no planejamento de ações dentro da escola. É tempo de ampliar horizontes, cabendo a professor e gestor inserir-se em formações e redes colaborativas para que possam anunciar novas possibilidades.

             “Anuncia-se um novo tempo, cabendo a cada educador seja gestor ou professor participar de processos de formação continuada...” (p.09). Assim, a formação é a base da ação. Todos devem estar inseridos  no processo de construção do uso das tecnologias na escola. 

        O gestor deve fomentar condições a fim de que todos possam ter oportunidades de interação a fim de que as necessidades da escola encontrem mais um caminho para o planejamento coletivo e construção de soluções viáveis à realidade local. Seja usando computadores, tabletes, celulares ou outras tecnologias. Elas estão na escola e precisamos aprender a lidar com essas novidades em nossas aulas.

           Enfim, o fazer pedagógico enfrenta barreiras na formação do professor e do gestor que por motivos variados podem não estarem motivados em participar de formação e tão pouco usar novas ferramentas de ensino e inovação escolar. Será uma realidade apenas em meu ambiente de trabalho? Podemos mudar essa realidade?


ALMEIDA. M. Gestão de Tecnologias na Escola, Série “Tecnologia e Educação: Novos tempos, outros rumos” Programa Salto para o futuro, setembro de 2002. Disponível em:< http://moodle.mec.gov.br/unb/mod/data/view. phpd =1135 .


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