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quarta-feira, 3 de março de 2021

ANO LETIVO DE 2021: E OS PROFESSORES E GESTORES QUE CONTINUEM CARREGANDO O PIANO, QUE AGORA ESTÁ MAIS PESADO!

 

ANO LETIVO DE 2021: E OS PROFESSORES E GESTORES QUE CONTINUEM CARREGANDO O PIANO, QUE AGORA ESTÁ MAIS PESADO!

Por Marli Dias Ribeiro

 

As aulas estão de volta na rede pública neste nosso Brasil, mesmo que de forma remota. Depois de um ano de grandes desafios e que mostrou a capacidade quase sobre-humana dos professores e gestores escolares, em reorganizarem todo espaço educativo, as aulas, os tempos, os currículos, sem vacinas, e com sobrecarga de trabalho, sem a existência de ações efetivas do poder público e planejamento sólido governamental , o reinício  aflinge o ano letivo de 2021.



Me perguntem, que projetos ou políticas públicas foram organizadas para atender as escolas brasileiras? 

Não recordo e não vejo destaque em uma única.

Acesso a computadores, celulares, internet, ou outros recursos? Mesmo sabendo que o computador seja, hoje, fundamental às escolas e aos estudantes com vistas a atender as metodologias híbridas e remotas que devem romper até o final do ano, quase nada se fez.

A informática talvez seja a área que mais influenciou os recursos tecnológicos do século passado, e isto se deve ao avanço tecnológico na transmissão de dados e às novas facilidades de comunicação. Existe informática em quase tudo e em quase todos os produtos. É muito difícil pensar em mudanças sem que, em alguma parte do processo, a informática não esteja envolvida (ARAÚJO, 2017).

Milhões de estudantes continuarão sem acesso aos avanços, sem acesso a uma educação que chegue com efetividade a seus lares. Estão e continuarão no mapa da exclusão digital, social e econômica.

Por outro lado, cabe destacar que inclusão digital é muito mais do que modismo, é realmente melhorar as condições das comunidades mais pobres com a ajuda da tecnologia. Incluir digitalmente não é apenas alfabetizar a pessoa em informática, mas também, melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores (ARAÚJO, 2017).

Infelizmente o abismo entre qualidade e acesso tende a se ampliar na educação. 

Sinto que teremos mais um ano de muito trabalho, muitos improvisos e desculpas esfarrapadas das Redes de Ensino. 

E os professores e gestores que continuem carregando o velho e desafinado piano, agora, ainda mais pesado e sem conexão de internet!

 

ARAÚJO, Marco Antônio Pereira. A Inclusão Digital como Estratégia para Resgate da Cidadania e Diminuição da Exclusão Social e Econômica. Revista Interdisciplinar de Direito, [S.l.], v. 6, n. 1, ago. 2017. ISSN 2447-4290. Disponível em: <http://revistas.faa.edu.br/index.php/FDV/article/view/50>. Acesso em: 03 mar. 2021.

Imagem: Pixabay

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Dica de leitura- A gestão escolar e a gestão da sala de aula: desafios e possibilidades a partir da BNCC

            

A gestão escolar e a gestão da sala de aula: desafios e possibilidades a partir da BNCC



Marli Dias Ribeiro


             Com o advento da nova Base Nacional Comum Curricular, pensar em gestão escolar e em gestão da sala de aula quanto a seus aspectos pedagógicos se mostra uma questão relevante, sobretudo ao enfatizá-las como elementos que podem direcionar a escola às dinâmicas intrínsecas aos processos de ensino e aprendizagem.

         As relações estabelecidas em sala de aula, a organização do espaço da sala, os planejamentos realizados pelo docente são questões interligadas aos processos da gestão escolar e importantes fatores para que as aprendizagens se concretizem.

            Para Tardif (2002), ao entrar na sala de aula, o professor coloca-se diante de seus alunos, criando condições e esforçando-se para estabelecer relações, interações, saberes. Essa atividade docente rotineira atravessa o espaço de sala de aula, perpassa outros espaços da escola, revela valores, orienta relação com a turma e com outros pares, apresenta-se em toda a escola, e a gestão escolar agrega esse conjunto de relações. Assim, a gestão escolar e a gestão de sala de aula são indissociáveis quando a aprendizagem do estudante é colocada em questão.

    Ao considerarmos o currículo como norteador da gestão, este artigo toma como referência o que traz a BNCC, mostrando que: as competências e diretrizes são comuns, os currículos são diversos. O segundo se refere ao foco do currículo. Ao dizer que os conteúdos curriculares estão a serviço do desenvolvimento de competências, a LDB orienta a definição das aprendizagens essenciais, e não apenas dos conteúdos mínimos a serem ensinados (BRASIL, 2018, p. 11).

    Para esperançar é sempre indispensável refletir  a gestão da sala de aula e a gestão da escolar como  essenciais quando o enfoque perpassa uma educação que inclua e que seja de qualidade. Pouco se tem debatido sobre este entrelaçamento tão importante  para a BNCC e   para os currículos. 



O artigo completo pode ser lido em: http://revistas.anec.org.br/index.php/revistaeducacao/article/view/272

REVISTA ANEC



    

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Técnicas de aprendizagem: Um CURIOSO TOP 8



Técnicas de aprendizagem

Um CURIOSO TOP 8



              Dados de uma pesquisa da Revista Científica Psychological Science in the Public Interest, realizada em 2013, mostraram técnicas comuns de aprendizagem e seus resultados para os estudantes. Cabe ressaltar que o estudo apenas indica as principais formas de aprender e que a aprendizagem adquire ritmos e formas diferentes, para grupos de sujeitos em determinados contextos, assim, todas as formas de estudo são válidas e podem existir variações. Mas, nada impede que façamos um TOP 8 com esses dados:



1) Prática distribuída (alta eficiência) A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só. Pesquisas mostram que o tempo ótimo das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, você deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia. A prática também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.


2) Teste prático (alta eficiência). Simular é o melhor caminho. Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas. Recomendação é fazer toneladas de exercícios sobre o que está estudando, variadas formas e tipos de questão. Praticar é tudo.

3) Estudo intercalado (eficiência moderada) O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias. A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdo de uma maneira mais aleatória. Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas). O principal benefício da intercalação é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

4) Auto explicação (eficiência moderada) A auto explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo. O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

5) Interrogação elaborativa (eficiência moderada) A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros. O estudante deve concentrar-se em perguntas do tipo “Por quê? ”, em vez de “O quê? ”.Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.

6) Resumos (eficiência baixa). Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem. Porém, o estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas. Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos.

7) Visualização (eficiência baixa). Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação à memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva. Surpreendentemente, a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem e ainda trouxe o inconveniente de limitar os benefícios da imaginação. Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho uma conexão de ideias e conceitos. De qualquer maneira, o resultado do estudo é que a visualização não é uma técnica tão efetiva para provas que exijam conhecimentos interpretativos de textos.

8) Mnemônicos (eficiência baixa). Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização; fácil de ser lembrado. Porém, apenas repetir e repetir, não tem muita vantagem. Memorização e decorebas, repetições decoradas, nem sempre funcionam.

Enfim, identificar o que melhor se adapta para cada sujeito, usar alternativas variadas pode ajudar...
Bons aprendizados para todos!


Fonte: Revista Científica Psychological Science in the Public Interest,


quarta-feira, 3 de julho de 2019

O EFEITO GESTÃO ESCOLAR E OS RESULTADOS DA ESCOLA



O EFEITO GESTÃO ESCOLAR

E OS RESULTADOS DOS ESTUDANTES E DA ESCOLA

Marli Dias Ribeiro





O efeito gestão é um tema pouco debatido no Brasil. Temas como a formação de gestores, seu estilo de liderança, suas competências para o cargo ainda parecem ser tabus, porém, são impactantes nos resultados escolares. Cabe destacar que pelo mundo, as pesquisas internacionais têm mostrado que os principais responsáveis pelo desempenho dos estudantes são o professor, seguida a liderança efetiva do diretor escolar (gestor). Entretanto, dados do questionário da Prova Brasil (2015), revelam que quando perguntados sobre quem eram os responsáveis pelas notas baixas na Prova Brasil de suas escolas, os diretores responderam: o governo (48%), a comunidade (16%), o professor (13%), aluno (9%) e escola (7%). O diretor aparece em 6º lugar.
Ainda sobre a questão da atuação do diretor  Leithwood et al. (2004) afirmam que cerca de 25% dos efeitos totais da escola estão relacionados com os efeitos diretos e indiretos relativos à liderança do diretor. Existe uma percepção diminuída dos diretores brasileiros, e do impacto quanto à importância da liderança nos resultados de seus estudantes. Grande parte dos diretores não associam sua atuação ao impacto nas aprendizagens (Pinto 2016).
Segundo Libânio (2004, p. 27): muitos dirigentes escolares direcionam suas práticas excessivamente as ações burocráticas, conservadoras, autoritárias, centralizadoras. Embora, hoje sejam disseminadas práticas de gestão participativa, liderança participativa, atitudes flexíveis e compromisso, como  ações primordiais e necessárias para uma educação de qualidade. O autor aponta algumas atribuições ao diretor de uma instituição: supervisionar atividades administrativas e pedagógicas, promover a integração entre escola e comunidade; conhecer a legislação educacional, buscar meios que favoreçam sua equipe, liderar o grupo, dentre outras.
De fato, pouco se tem discutido, investigado  e investido na formação de líderes escolares no Brasil. Precisamos romper com a inércia e seguir o que indica quase todos os estudos de eficácia escolar, quando mostram a liderança como fator-chave, tanto na escola primária ( Ensino Fundamental), quanto na secundária ( Ensino Médio). A exemplo, Ana Cristina Prado de Oliveira e Cinthia Paes de Carvalho dizem que “a importância da liderança dos diretores é uma das mensagens mais claras da pesquisa em eficácia escolar”. [...] o estudo da literatura revela que três características foram encontradas frequentemente associadas à liderança de sucesso: propósito forte, envolvimento de outros funcionários no processo decisório,  autoridade profissional nos processos de ensino e aprendizagem.
O efeito gestão escolar continua sendo ignorado...sem gestão escolar  eficiente, sem formação, e acesso de gestores qualificados às escolas, dificilmente, teremos resultados para uma educação de qualidade, que nossos estudantes, certamente, merecem.
Então amigo educador...Que impactos a gestão de sua escola vem indicando? 

Fontes:
LIBANEO, José Carlos. Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. 5 ed. Goiânia Alternativa, 2004.
PINTO, Vera Regina Ramos. Uma avaliação da liderança do diretor de escola a partir de microdados da Prova Brasil. 2016. Tese de Doutorado.
LEITHWOOD, K. A., & Riehl, C. (2004). What we know about successful school leadership. Philadelphia, PA: Laboratory for Student Success, Temple University.
A Revista Brasileira de Educação (RBE), ”Gestão escolar, liderança do diretor e resultados educacionais no Brasil". Ana Cristina Prado de Oliveira (UNIRIO) e Cynthia Paes de Carvalho (PUC-RJ). Grupo de Pesquisa Gestão e Qualidade da Educação – GESQ na PUC-Rio.

domingo, 24 de março de 2019

EXTREMA VIOLÊNCIA NA ESCOLA


POSSIBILIDADES DE SUPERAÇÃO


POR MARLI DIAS RIBEIRO





A violência em instituições escolares sempre é um tema que gera debates e indignação por envolver crianças e jovens. Os profissionais da educação precisam ampliar o olhar para o tema em busca de alternativas e novas possibilidades. No artigo: extrema Violência na Escola procuro   apresentar   uma investigação ampla de situações presentes em instituições escolares. Embora a violência alcance variados contextos e espaços, o objetivo foi identificar formas de superação organizadas na escola quando a violência desencadeia em homicídio dentro da instituição.
Apresento aqui apenas o resumo de  uma pesquisa científica em que  a metodologia utilizada foi a investigação bibliográfica com leitura crítica do material coletado e análise de estudos em que o tema da morte na escola esteve presente. O lapso temporal foi o período dos anos de 2006 a 2017, com ênfase, nas ações de prevenção e de novas alternativas de enfrentamento da violência, sobretudo, para os casos envolvendo homicídios em instituições escolares. Infelizmente ainda lidamos com vários casos de tragédias em nossos contextos escolares.
O trabalho concluiu que a superação da violência está vinculada a ações de prevenção, a novas propostas de currículo, à gestão participativa e democrática pautada em relações de diálogo com a comunidade escolar. Esses aspectos mostram-se importantes enquanto mecanismos de prevenção em casos de extrema violência. Eles também auxiliam na ampliação e geração de estratégias de enfrentamento do problema e são possibilidades de superação por meio da participação coletiva e colaborativa. É  possível educar para a paz, é possível viver em paz, é possível...



O texto contendo a pesquisa completa está publicado em:
Comunicologia - Revista de Comunicação da Universidade Católica de Brasília v. 11, n. 2 (2018): V. 11, N. 2, JUL./DEZ., 2018
https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RCEUCB/issue/view/545



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

EI EDUCADOR, VOCÊ SABE O QUE É O PISA?




EI EDUCADOR, VOCÊ SABE O QUE É O PISA?




Marli Dias Ribeiro

O Brasil ficou entre os  20 piores  no ranking internacional 79 países e territórios avaliados. A China lidera a fila.

    Não estou falando da torre de Pisa. Aqui o assunto é o Programme for International Student Assessment (Pisa) – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – É uma avaliação comparada entre vários países, aplicada de forma amostral a estudantes matriculados a partir do 8º ano do ensino fundamental na faixa etária dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica sendo obrigatória na maioria dos países. Essa exame avaliativo é coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), havendo uma coordenação nacional em cada país participante. No Brasil, a coordenação do Pisa é responsabilidade do Inep e acontece a cada 3 anos.
    O objetivo do Pisa é produzir indicadores que contribuam para a discussão da qualidade da educação nos países participantes, de modo a subsidiar políticas de melhoria do ensino básico. As provas são de três em três anos e incluem conhecimento – Leitura, Matemática e Ciências – havendo, a cada edição do programa, maior ênfase em cada uma dessas áreas. 

    O Brasil participa do PISA desde do ano 2000. No ano de 2015 o exame testou cerca de 540 mil estudantes de 15 anos de idade de 72 países. Nas três áreas avaliadas, ciências, leitura e matemática, os estudantes brasileiros tiveram desempenho abaixo da média da OCDE. Entre as 72 nações, o relatório mostrou o País na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática. Em ciências, os alunos brasileiros obtiveram 401 pontos contra 493 pontos da média da OCDE, em leitura, 407 pontos ante 493, e em matemática, 377 pontos contra 490.
      Em 2018, segundo o INEP  13 mil jovens participaram das provas e os resultados saem em 2019. Um dado relevante é que segundo o INEP:

 o foco do Pisa 2018 é Leitura, essa área do conhecimento teve mais questões a avaliação.  A proposta para esta área foi de analisar o conhecimento dos estudantes tendo como base a diversidade de um mundo globalizado, incluindo as habilidades de leitura necessárias, na atualidade, para crescimento individual, sucesso educacional, participação econômica e cidadania.


    Especialistas atribuem que o baixo rendimento dos alunos está associado a um conjunto de fatores tais como baixo investimento na educação, má qualidade, pouca valorização na formação docente, infraestrutura precária em muitas escolas, alta taxa de reprovação e evasão. Apesar de estarmos colocando muitos alunos na escola ainda pecamos quando o quesito é qualidade.

     Temos muito a fazer para levantar essa torre e evitar que ela caia de vez. Não percamos a esperança...valorizar o professor é nossa grande alternativa para sair da estagnação.













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Conhecer do cérebro pode favorecer as tomadas de decisão na educação Por Marli Dias Ribeiro    Vamos falar de Educação e Neurociência?      ...

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