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terça-feira, 9 de novembro de 2021

EDUCAR NA ERA DIGITAL: a escola pensando e fazendo gestão do conhecimento

 

EDUCAR NA ERA DIGITAL: a escola pensando e fazendo

 gestão do conhecimento 

                                                                                                          Por Marli Dia Ribeiro 

 

O mundo mudou e a educação precisa e deve acompanhar os contextos de transformação ou pode deixar de oferecer aos estudantes as habilidades e expressões dos novos tempos.


A sociedade e a escola não podem estar separadas e, hoje esta relação se manifesta nas redes sociais e de  partilha,  em comunidades  virtuais,  nos blogues e nos espaços de construção coletiva das novas narrativas de conhecimento, isso exige habilidades importantes para estudantes e educadores. 

 São várias as habilidades que precisam ser trabalhadas e desenvolvidas. Destacamos as que foram explicitadas por W. Tony  em sua obra  Educar na era digital. Assim tronar-se fundamental que os espaços educativos trabalhem em: 

  • Habilidades de comunicação:  precisamos incluir habilidades de comunicação em mídias sociais, em   comunicação tradicionais de ler, falar e escrever de forma coerente e clara. Exemplos como criar um pequeno vídeo no YouTube para capturar a demonstração de um processo, fazer um discurso de vendas e desenvolver a oratória na e fora da escola;
  •  Capacidade de aprender de forma independente: isso significa assumir a responsabilidade de planejar o que você precisa saber e encontrar esse conhecimento.  É um processo contínuo porque a base do conhecimento está em constante mudança. Procure aprender  e ensinar novas maneiras de fazer as coisas, ou aprender quem são as pessoas que você precisa conhecer para fazer o trabalho;
  • Ética e responsabilidade: são necessárias e essenciais para construir a confiança (particularmente importante em redes sociais informais), mas também porque geralmente é positivo em um mundo onde há muitos jogadores diferentes, relações éticas e responsáveis  asseguram um mundo mais solidário para todos;
  • Trabalho em equipe e flexibilidade:  embora muitos trabalhadores do conhecimento trabalhem de forma independente ou em pequenas empresas,  dependem  fortemente  da  colaboração  e  da  partilha  de  conhecimentos com outras pessoas em organizações relacionadas, mas independentes. Em particular, os trabalhadores do conhecimento, professores e outros,  precisam  saber  como  trabalhar  de  forma colaborativa, virtualmente e a distância com colegas,  e parceiros na solução de problemas e criação de novas possibilidades.
  • Habilidades de pensamento (pensamento crítico, resolução de problemas, criatividade, originalidade e elaboração de estratégias):  de todas as habilidades necessárias em uma sociedade baseada no conhecimento, estas são algumas das mais importantes. Negociadores,
    em particular, são cada vez mais solucionadores de problemas, em vez de seguir processos padronizados, que tendem a se tornar automatizados.
  • Competências digitais: a maioria das atividades baseadas no conhecimento depende fortemente do uso de tecnologias.  A questão-chave é que essas habilidades precisam  ser  incorporadas ao domínio do conhecimento em que a atividade ocorre. Assim, o uso da tecnologia digital tem de ser integrado e avaliado por meio da base de conhecimentos da área;
  • Gestão do conhecimento: esta é talvez a mais abrangente dentre todas as habilidades. O conhecimento não só está mudando rapidamente com as novas pesquisas, novos desenvolvimentos e rápida disseminação de ideias e práticas por meio da internet, mas as fontes de informação também estão aumentando, com uma grande variabilidade na confiabilidade ou validade das informações. A habilidade fundamental em uma sociedade baseada no conhecimento é a gestão do conhecimento: como encontrar, avaliar, analisar, aplicar e divulgar informações em um contexto particular.

    Por fim, o desenvolvimento destas habilidades é um processo coletivo que deve ser construído a partir do diálogo e da colaboração de toda comunidade. 




Fonte: W. (TONY) BATES -EDUCAR NA ERA DIGITA: design, ensino e aprendizagem. As competências necessárias na sociedade do conhecimento (adaptado da CONFERENCE BOARD OF CANADA, 2014):

terça-feira, 13 de outubro de 2020

E VOCÊ, TEM DIALOGADO OU APENAS SE COMUNICADO COM SEUS PARES?

 

E você, tem dialogado ou apenas se comunicado com seus pares?

Marli Dias Ribeiro




 Dialogar tem sido uma tarefa desafiadora nos tempos pós-modernos. Vivemos imersos em excessos de informações e afazeres em casa, na escola, sobrecargas. A comunicação na atualidade se caracteriza por ser rápida, volátil, e porque não dizer, silenciosa e excludente, onde isola,  de certa forma, os interlocutores frente a suas telas minúsculas e digitais.

As formas de comunicação nem sempre estão estabelecidas por meio do efetivo diálogo. Nas relações sociais o tipo de conhecimento, as habilidades de que as pessoas precisam distribuem-se e circulam de forma dispersa entre múltiplos circuitos, instrumentos e recursos de informação e interação, e por vezes, a fala, a escuta, o diálogo são esquecidos.

Nesta perspectiva o diálogo, se apresenta e se realiza basicamente sob a forma digital, distante, seja quando teclamos ininterruptamente por meio do uso de celulares, e-mails, seja utilizando outros recursos tecnológicos para a realização da comunicação e, não é incomum, observarmos que as relações pessoais são afetadas com esta prática em todas as esferas sociais. Nas instituições educativas seus reflexos também são evidenciados por ser a escola lugar de intensa convivência social.   

Gerir e liderar essa interação é um grande desafio.  Síveres (2015, p. 25 afirma que: “A vida humana constitui-se não apenas na predominância das condições econômicas, políticas ou sociais, mas pode ser complementada pela dimensão relacional com base no pressuposto dialogal”. O diálogo precisa nortear cada passo das ações planejadas na escola.

O diálogo acontece independentemente de quais sejam as realidades de seus interlocutores, pois há uma continuidade de expressões e informações que nos sãos enviados sob as diversas formas da comunicação como, por exemplo: fala, escrita, desenho, dança entre outros e, independem das condições sociais e culturais destes indivíduos.

Pensar o diálogo como elemento norteador de práticas educativas e sobretudo da gestão da escola, pode nos indicar possibilidades de ação, reflexão e novas construções nas comunidades escolares. Refletir na gestão como espaço de não adesão da racionalidade instrumental e um mundo sem sentido onde a ação existe para servir à ininterrupta eficácia e a falta de sentido, perceber que a ação e o gera procedimento do gestor agregador de sentido.

Gaulejac (2007), faz referência à gestão e a associa ao diálogo. Ela apresenta-se como possibilidade de mudança, também, como autocuidado com a saúde física e psíquica, apresentam-se, então, como solução para um problema que a própria atividade de gestão. O diálogo talvez seja a mais expressiva forma de democratizar as relações humanas. E você, tem dialogado ou apenas se comunicado com seus pares?

 Texto baseado no artigo: O sentido do diálogo na prática de gestão: inquietações e mudanças representativas numa escola pública. Autoras: Marli Dias Ribeiro e Maria do Socorro da Silva de Jesus. Acesso em: https://socialeducation.files.wordpress.com/2019/12/livro_dic381logo-uma-perspectiva-educacional_web.pdf

sábado, 18 de julho de 2020

FOTOGRAFIAS E VÍDEOS NA EDUCAÇÃO REMOTA: Informações e dicas imperdíveis


FOTOGRAFIAS E VÍDEOS NA EDUCAÇÃO REMOTA

Informações e dicas imperdíveis

Marli Dias Ribeiro



Imagem: arquivo pessoal gravação de tele aula TV Justiça


Diante do cenário em que educadores e estudantes estão reorganizando seus tempos, ritmos e modos de aprender, tendo em vista o distanciamento social imposto pela COVID 19, falar sobre mídias na aprendizagem, imagens ( fotografias),  vídeos, pode contribuir para o momento atual de educação remota. 

De modo geral, estamos mergulhados em espaços midiáticos. Dados do site Business insider, em 2013, todos os dias são publicadas mais de  350 milhões de fotos na rede social Facebook. Os Pesquisadores  Jenkins apud Knobel e Lankshear (2010) indicam que : Os educandos fazerem vídeos, em vez de relatórios escritos, pode mudar os mecanismos de aprendizagem, mas não vai alterar a relação hierárquica e pré-estruturada entre professores e educandos ( CENPEC). Essa mudança está vinculada ao modo como os educadores mediam as prática pedagógicas. 

Ferramentas tecnológicas podem ser úteis, se baseadas em práticas dialogadas, participativas, e democráticas. A aprendizagem é um processo que envolve diferentes mecanismos mentais e pode ser motivada por  imagens, com fotografias, vídeos, se usados para    engajar  de forma participativa a comunidade.

Não é de hoje que as fotografias são usadas na educação. O grande educador Paulo Freire, já utilizava imagens ou fotos da própria comunidade, para estimular e promover de forma participativa as interações em suas aulas. A partir de fotos tiradas pelos alunos ele abria espaços de diálogo e de crítica a realidade local. Cada foto da família, da casa do cotidiano, era tema gerador de longos debates. A exemplo, em 1973, em Lima, no Peru, Paulo Freire (e seus colegas) fazia perguntas em espanhol às pessoas. As respostas eram compartilhadas por meio de fotografias. E quem nos dias de hoje nunca fez uma Self ?

Por outro lado, Merchant (2010) apud CENPEC, sugere cinco áreas em que o processo, o uso e compartilhamento de fotos digitais desempenha um papel distinto na aprendizagem.

  • APRENDER POR MEIO DA VISÃO

Vislumbrar e apreciar imagens, quadros, fotografias estimulando a percepção das formas, cores, linhas, traços, tamanhos, tipos. Fazer comparações, descrever, interpretar, dizer o que sente. São infinitas possibilidades a partir do olhar que cada sujeito pode dar a imagem.

  • APRENDER POR MEIO DA REFLEXÃO

O aprendizado por meio da reflexão enfatiza os conteúdos do que é fotografado, isso indica usar as imagens para estimular reflexões. Por exemplo, há projetos pedagógicos que pedem às crianças que pensem sobre a poluição tirando fotos de rios em áreas urbanas. Essas imagens incentivam a pesquisa e o conhecimento das formas de poluição e suas implicações para a vida do rio. As imagens postadas na internet podem ser comentadas pelos educandos, levando a discussões sobre os possíveis resultados de cada poluente ou formas de eliminá-los, por exemplo.

  • APRENDER SOBRE A IMAGEM

A ideia de aprender sobre a imagem é realizar as articulações interdisciplinares. Explorar a linguagem fotográfica, por meio de análises e produções dos educandos. Usar vários conteúdos e relacionar outras áreas do saber. Classificar por temas, conteúdos, lugares, linguagens. Instigar a criação de relações entre as figuras em contextos diferenciados. Exemplo: Imagem de diferentes tipos de vegetação e animais que podem fazer parte destes habitats.

  • APRENDER SOBRE AS MULTIMODALIDADES

Aprender sobre a multimodalidade remete ao estudo de como diferentes formas comunicativas produzem sentido em conjunto. Usa formar variadas de textos e imagens como de anúncios publicitários com fotos, podem evidenciar esse ponto, ajudando a desenvolver um olhar mais crítico sobre a mídia. Relacionar fotos e vídeos sobre temas comuns e suas interpretações.

  • APRENDER POR MEIO DA INTERNET

Aprender sobre a Web e os sites de compartilhamento, discutindo entre si e com o educador aspectos que envolvem essa prática, como a questão da privacidade, ou a utilização de licenças para as imagens, perigos da rede  e outras questões relacionadas reforçam as aprendizagens. A WEB é uma janela ampla de informações que se bem utilizadas intensificam formas variadas de comunicação. 

                Enfim, que essas dicas possam contribuir para  estimular e enriquecer a participação de nossos estudantes usando imagens das mais variadas fontes, de forma ética e construtiva,  e claro, promover a reflexão, a crítica nos tempos em que vivemos. 

                          Bom trabalho a todos, e cuidem-se.

Fonte: CENPEC- Curso : Comunicação digital-  https://www.cenpec.org.br/cursos









terça-feira, 7 de janeiro de 2020

10 DICAS DE COMO ORGANIZAR EVENTOS DE SUCESSO EM SUA ESCOLA





10 DICAS  PARA

ORGANIZAR ENCONTROS

        Marli Dias Ribeiro

Realizar eventos formativos, encontros e diversas atividades na escola exigem uma organização criteriosa. Afinal, queremos oferecer a comunidade sempre o melhor de nossa escola. Por isso,seguem algumas dicas para facilitar essa empreitada...

1. Defina o  conceito do evento ( palestra, oficina, encontro, fórum, roda de conversa, Workshop, etc). Lembre-se, cada evento tem dinâmica diferenciada, escolha com cautela.


2.  Tenha um tema claro. Que temática será abordada ? É relevante? Que problema ela pretende resolver? Existe público específico?

3.      Marque o local. Quando e em que local? A estrutura  deve ser adequada, confortável e ligada ao tipo de evento que será realizado. 
Confirme o  espaço e  a estrutura com antecedência, visite e sinta o espaço.

4.  Defina o que quer alcançar. Qual o objetivo? Seu objetivo deve ser claro e com foco em  meta a ser alcançada. Tenha  em mãos seu plano de ação ou planejamento.
5.   Que público quer atingir? Idade, especificidades, interesses, características. ( Quantos, quem, o espaço comporta?)

6.      Organize os detalhes. Como funcionará?  Indicar uma pauta organizada de cada ação a ser realizada ( acolhida, as atividades, a avaliação, a participação do público). Atente-se ao fato de que atividades sem protagonismo e engajamento da plateia-público  não são interessantes. Sem roteiro detalhado podem ocorrer falhas. Mas lembre-se, imprevistos podem surgir mesmo com o planejamento conferido, então... tenha estratégias coringas!

7.    Convide. Envie oficialmente o convite, comunicado. Ainda é elegante, mesmo em tempos de contatos virtuais receber convites impressos, ligações de confirmação. É um plusss... CONFIRA SEMPRE! Os convidados receberam? 

8.   Reforce a divulgação (branding) do seu evento! Faça as chamadas virtuais,  ou impressas. FALE com seus pares, espalhe a notícia. Busque meios variados de divulgação.

9.     Faça a sensibilização, a formação e repasse o planejamento com seus pares. Organize o grupo de colaboradores/equipe  que irá trabalhar nas  atividades.

10.  Comemore com sua equipe. Depois de organizar com amor, zelo e carinho cada passo do evento, não esqueça de celebrar!  Tenho certeza que será um sucesso. 

E se você tem alguma dica que considera importante, vamos acrescentar, nos escreva,  contribua nos comentários.



segunda-feira, 29 de julho de 2019

Técnicas de aprendizagem: Um CURIOSO TOP 8



Técnicas de aprendizagem

Um CURIOSO TOP 8



              Dados de uma pesquisa da Revista Científica Psychological Science in the Public Interest, realizada em 2013, mostraram técnicas comuns de aprendizagem e seus resultados para os estudantes. Cabe ressaltar que o estudo apenas indica as principais formas de aprender e que a aprendizagem adquire ritmos e formas diferentes, para grupos de sujeitos em determinados contextos, assim, todas as formas de estudo são válidas e podem existir variações. Mas, nada impede que façamos um TOP 8 com esses dados:



1) Prática distribuída (alta eficiência) A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só. Pesquisas mostram que o tempo ótimo das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, você deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia. A prática também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.


2) Teste prático (alta eficiência). Simular é o melhor caminho. Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas. Recomendação é fazer toneladas de exercícios sobre o que está estudando, variadas formas e tipos de questão. Praticar é tudo.

3) Estudo intercalado (eficiência moderada) O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias. A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdo de uma maneira mais aleatória. Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas). O principal benefício da intercalação é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

4) Auto explicação (eficiência moderada) A auto explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo. O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

5) Interrogação elaborativa (eficiência moderada) A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros. O estudante deve concentrar-se em perguntas do tipo “Por quê? ”, em vez de “O quê? ”.Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.

6) Resumos (eficiência baixa). Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem. Porém, o estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas. Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos.

7) Visualização (eficiência baixa). Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação à memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva. Surpreendentemente, a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem e ainda trouxe o inconveniente de limitar os benefícios da imaginação. Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho uma conexão de ideias e conceitos. De qualquer maneira, o resultado do estudo é que a visualização não é uma técnica tão efetiva para provas que exijam conhecimentos interpretativos de textos.

8) Mnemônicos (eficiência baixa). Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização; fácil de ser lembrado. Porém, apenas repetir e repetir, não tem muita vantagem. Memorização e decorebas, repetições decoradas, nem sempre funcionam.

Enfim, identificar o que melhor se adapta para cada sujeito, usar alternativas variadas pode ajudar...
Bons aprendizados para todos!


Fonte: Revista Científica Psychological Science in the Public Interest,


domingo, 24 de março de 2019

EXTREMA VIOLÊNCIA NA ESCOLA


POSSIBILIDADES DE SUPERAÇÃO


POR MARLI DIAS RIBEIRO





A violência em instituições escolares sempre é um tema que gera debates e indignação por envolver crianças e jovens. Os profissionais da educação precisam ampliar o olhar para o tema em busca de alternativas e novas possibilidades. No artigo: extrema Violência na Escola procuro   apresentar   uma investigação ampla de situações presentes em instituições escolares. Embora a violência alcance variados contextos e espaços, o objetivo foi identificar formas de superação organizadas na escola quando a violência desencadeia em homicídio dentro da instituição.
Apresento aqui apenas o resumo de  uma pesquisa científica em que  a metodologia utilizada foi a investigação bibliográfica com leitura crítica do material coletado e análise de estudos em que o tema da morte na escola esteve presente. O lapso temporal foi o período dos anos de 2006 a 2017, com ênfase, nas ações de prevenção e de novas alternativas de enfrentamento da violência, sobretudo, para os casos envolvendo homicídios em instituições escolares. Infelizmente ainda lidamos com vários casos de tragédias em nossos contextos escolares.
O trabalho concluiu que a superação da violência está vinculada a ações de prevenção, a novas propostas de currículo, à gestão participativa e democrática pautada em relações de diálogo com a comunidade escolar. Esses aspectos mostram-se importantes enquanto mecanismos de prevenção em casos de extrema violência. Eles também auxiliam na ampliação e geração de estratégias de enfrentamento do problema e são possibilidades de superação por meio da participação coletiva e colaborativa. É  possível educar para a paz, é possível viver em paz, é possível...



O texto contendo a pesquisa completa está publicado em:
Comunicologia - Revista de Comunicação da Universidade Católica de Brasília v. 11, n. 2 (2018): V. 11, N. 2, JUL./DEZ., 2018
https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RCEUCB/issue/view/545



sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

POR QUE DEVEMOS PLANEJAR A ESCOLA E A SALA DE AULA?

Por que os gestores escolares e professores 

devem planejar?


Por Marli Dias Ribeiro

A maioria das pessoas não planeja a falha, elas falham no planejamento.
( Jonh Beckley)

         Encerramos mais um ano e devido à dinâmica que envolve a gestão escolar, fechamos um ciclo, um período letivo terminou. Iniciamos a partir de agora as avaliações de uma etapa que se findou para pensarmos um novo planejamento. Parece ser uma receita dos tempos da vovó, mas sempre cabe alertar que sem planejamento, sem resultados…
     Para dar certo, para nossas escolas crescerem, para nossos estudantes aprenderem, devemos planejar. Se tardarmos em planejar, ou não planejarmos, é certo que falharemos. Em educação, seja na gestão da escola ou na gestão da sala de aula, a prioridade é partir para o planejamento!
Gestores e educadores que se apropriam dessa ferramenta indicam que o planejamento abre possibilidade pois:

1.   Reduz as ações e reações baseadas na emoção, no achismo, na adivinhação e na intuição por oferecer bases teóricas sólidas e dados pautados em resultados contextualizados.

2.   Pode-se fazer mais do que efetuar alterações marginais e simplistas de projetos que não deram certo e necessitam de ajustes por aprofundar as análises.
  
3.   Evita um estado de “apagar fogo” corriqueiro nas escolas, a eterna emergência e o corre-corre, auxiliando e antecipando diretrizes para ações ponderadas e controladas de problemas frequentes.

4.   Minimiza muitas falhas e pequenos problemas corriqueiros da rotina escolar, evitando desgastes desnecessários.


5.    Assegura que cada ação na escola possa ser coordenada e compartilhada, o que ajuda a decidir se cada função está adequadamente identificada,  e se o indivíduo responsável tem realizado suas atribuições.

6.   Organiza as decisões que têm melhores chances de produzirem as consequências desejadas tanto no presente, como para o futuro.
  
7.   Tende a diminuir as burocracias, pois ajuda a dividir melhor as tarefas do dia a dia, e  a ajustar e reduzir o caminho dos processos.

8.   Promove atitudes de coletividade, cooperação e democracia, delegando tarefas e atribuições a todos.
  
9. Incentiva a criatividade, a autonomia, motivando a equipe, e sensibilizando para o enfrentamento dos problemas.

10. Dá visibilidade ao resultado dos esforços anteriores e indica caminhos para novas ações, o que pode ajudar a romper com a resistência ao planejamento.

11. Estabelece um clima escolar de transparência, amizade e companheirismo,  evitando competitividades e estresses.

12. Promove resultados que podem ser compartilhados por toda comunidade e principalmente, pelos estudantes.

13.  Indica que acertos e erros podem acontecer. Por isso, não tenham medo de errar,  pois como dizia Albert Einstein; ‘a pessoa que nunca cometeu um erro, nunca tentou algo novo’.

         Por fim, elabore o planejamento com as bases teóricas que fundamentam as aprendizagens, utilize os mais variados instrumentos, as diversas metodologias disponíveis, invente e reinvente, mas tempere tudo isso com o melhor que você pode oferecer a sua comunidade que é o diálogo, a democracia, o comprometimento e o amor.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

PORQUE PRECISAMOS REFLETIR O IDEB NOS ESPAÇOS EDUCATIVOS


PORQUE PRECISAMOS REFLETIR  O IDEB NOS ESPAÇOS EDUCATIVOS


 Por Marli Dias Ribeiro

          

                  A disponibilidade de um sistema amplo de indicadores sociais relevantes, válidos e confiáveis certamente potencializa as chances de sucesso do processo de formulação e implementação de políticas públicas. Os indicadores, em tese, permitem diagnósticos sociais, monitoramento de ações e avaliações de resultados mais abrangentes e tecnicamente mais bem respaldados.
                     A leitura de um indicador deve sempre ser uma reflexão crítica desvinculada de uma ação pontual, focada apenas no número ou percentual evidenciado. Deve ser clara a ideia de que o indicador é um recurso metodológico para auxiliar a interpretação da realidade de uma forma sintética e operacional, porém, não traduz toda a complexidade da realidade investigada completamente, mas pode contribuir para compreender variados contextos.

               O indicador é comumente utilizado para o diagnóstico de determinada condição (ambiental, econômica, social, educacional, etc.), para o monitoramento, planejamento, avaliação de políticas públicas e para a pesquisa de um modo geral. Indicadores sociais visam traduzir, de forma objetiva, as características e transformações que ocorrem em uma dada realidade. Indicadores educacionais, por sua vez, cumprem a função de produzir informações sobre a situação escolar da sociedade.

               Nesse contexto, O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) como indicador social busca conferir um aspecto objetivo e sumário para realidades complexas e para as quais não se possui apenas uma variável explicativa. É importante ter em conta que todo indicador carrega em si uma concepção e uma visão parcial do fenômeno que se propõe a analisar, (JANNUZI, 2001). Apenas medir não traduz o uso de indicadores.

           Que pesem as críticas que cercam esse índice , o IDEB é mais um instrumento em prol da redes de ensino,  da escola, e ainda, mais uma ferramenta para a avaliação, ele é um ponto de partida, de apoio, um elemento a mais para repensar e planejar a ação pedagógica, a gestão educacional e as Políticas Públicas.

       Nesse sentido, o IDEB, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), constitui exemplo de uma medida que busca agregar realidades complexas e expressá-las de modo direto e resumido. Ele procura reunir, em um único número, dois conceitos relacionados à qualidade da educação: médias de desempenho em testes educacionais padronizados e o fluxo escolar dos estudantes,[1] (INEP, 2015).

             De fato, compreender o sentido do uso desse indicador e utilizá-lo pra construir estratégias que estejam orientadas para a qualidade da escola e aprendizagem dos estudantes deve ser a principal orientação para que a gestão e a própria comunidade escolar tenham um parâmetro. 

            Esse indicador é  uma forma razoavelmente  simples de diagnosticar a situação atual e de projetar metas, além de acompanhar o crescimento da escola ao longo do tempo. Cabe lembrar que nenhum resultado deva ser usado isoladamente mas inserido no contexto sobre o qual foi estudado.

              Por fim, romper com a ideia de que os indicadores são apenas instrumentos métricos e colocá-los a serviço da comunidade escolar é um desafio que precisamos enfrentar. De fato, mais que um retrato parcial de uma realidade complexa, seus resultados devem nos levar a questionar onde, em que aspectos, e em quais situações podemos atuar a fim de construir ações capazes de avançar os pontos frágeis da educação que ofertamos.



Referências:

1- INEP, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Plano Nacional

de Educação PNE 2014-2024: Linha de Base. Brasília, DF: Inep, 2015. 404 p. Disponível em:

http://www.publicacoes.inep.gov.br/portal/download/1362.

JANNUZZI, P. M. Revista Brasileira de Administração pública: Indicadores sociais no Brasil. Campinas, n. 72, jan/fev 2002.



Para calcular o IDEB são considerados dois fatores: 

1. Taxa de rendimento escolar, que na prática, se traduz nos índices de aprovação e evasão obtidos pelo Censo Escolar. É uma medida do fluxo dos alunos. 
2. Médias de desempenho nos exames padronizados aplicados pelo Inep, como a Prova Brasil (para Idebs de escolas e municípios) e do Saeb (no caso dos Idebs dos estados e nacional).

sexta-feira, 6 de abril de 2018

SE A DEMOCRACIA EXISTISSE ...


SE A DEMOCRACIA EXISTISSE NA ESCOLA...

SE A DEMOCRACIA EXISTISSE...



Por Marli Dias Ribeiro


Se a democracia não fosse sonho... 
Tempos sombrios não escureceriam nossa visão
O povo, o pobre, as minorias estariam alfabetizadas
O grito pela liberdade não seria negado, tampouco calado, engasgado

Se a democracia triunfasse, na escola, livros, professores e opiniões seriam respeitados
A fome de saber seria alimentada, a escravidão velada não existiria
No movimento das ruas a justa medida da justiça poderia ser comemorada

A farsa das elites estaria revelada como em Raízes do Brasil, de Holanda, posta na mídia, na rua
A certeza seria que Educação que foge da luta, não colhe vitórias
Que Democracia sem escola não semeia colheita farta
Que alfabetizar para a democracia exige coragem de ser mais gente
Que Democracia tem sabor, tem cor, tem vida, tem luta

Democracia exige escolha
Tem a esperança da revolução, evolução que começa em mim, em você educador
Por isso precisamos aprender e ensinar democracia agora, hoje e sempre, em todo lugar
Sem medo de democratizar , fazer história, alfabetizar consciências para existir!


sábado, 3 de março de 2018

SUA ESCOLA É DEMOCRÁTICA? FAÇA O TESTE E DESCUBRA...




SUA ESCOLA É DEMOCRÁTICA?
FAÇA O TESTE E DESCUBRA...
 Por Marli Dias Ribeiro


A Gestão Democrática na Escola tem enquanto premissa buscar garantir que a comunidade tenha centralidade quanto a sua gestão, suas verbas e projetos pedagógicos. Envolve princípios que estabelecem maior autonomia da comunidade escolar, transparência nas ações, incentiva a qualidade social e valoriza a participação de todos os sujeitos. E além dessas questões, Gestão Democrática da Escola, está prevista na Constituição de Brasileira de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.



Numa gestão Democrática as dimensões pedagógicas, administrativas e financeira estão baseadas na efetiva participação dos órgãos colegiados, e também, na eleição da equipe gestora. Outro fator importante, relaciona-se a construção do Projeto Político Pedagógico (PPP), com vistas a democratização às relações pedagógicas. Também prever democratizar as relações  de trabalho, visando a qualidade social, traduzida na busca constante do pleno desenvolvimento da pessoa, no preparo para o exercício da cidadania e da qualificação para o trabalho, por meio de estudos, formações e troca de experiências.

Segundo Libâneo (2004), a concepção democrática- participativa baseia-se na relação orgânica entre a direção e a participação do pessoal da escola. Acentua a importância da busca de objetivos comuns assumidos por todos. Defende uma forma coletiva de gestão, em que as decisões são tomadas coletivamente e discutidas publicamente. 
Características desse modelo estão na articulação entre a atividade de direção, a iniciativa e participação das pessoas da escola, e das pessoas que se relacionam com a escola. Assim, a gestão é participativa, mas espera-se, também, a gestão da participação. Nessa lógica, descentralização é conceito chave para se entender as políticas educacionais, e o acesso das pessoas no contexto de democratização da gestão.

            Alguns indicadores apontam para os processos democráticos na escola. Vamos fazer um teste?  Responda sim, em parte, ou não.

VAMOS AO TESTE?

1.    O PPP foi construído coletivamente, com a participação de toda comunidade?

2.    Os colegiados da escola participam ativamente na gestão financeira, pedagógica e administrativa?

3.    Nas salas de aula, os alunos participam e tem autonomia para perguntar e responder, questionar e interferir no planejamento das aulas, nas avaliações e trabalhos?

4.    Os recursos financeiros são conhecidos pela comunidade e ela também ajuda a indicar as prioridades nas compras e na aplicação das verbas?

5.    Os dados da escola são transparentes em relação a aprovação, reprovação, evasão, indicadores nacionais e organização de projetos?

6.    Os serviços administrativos atendem toda comunidade externa e interna  de forma efetiva e vinculada aos objetivos da escola?

7.    Existem momentos coletivos de estudo, debates e reflexões acerca da realidade da escola, dos alunos e dos problemas, para tomadas de decisões?

8.    Os pais participam das reuniões e tem acesso à escola, aos professores e as informações de forma fácil?

9.    Os espaços e o patrimônio da escola são utilizados democraticamente por todos e pela comunidade local?

10. A equipe gestora foi escolhida em eleições com voto direto de toda comunidade?

Agora é hora de somar os pontos. Sim – 1 ponto, em parte 0,5 pontos, não 0 ponto.

RESULTADOS

De 0 a 4 pontos. A escola ainda tem um longo caminho a percorrer em busca da gestão democrática. É importante reforçar os mecanismos de participação e refletir coletivamente sobre a importância de ações práticas para chegar a resultados concretos. Faça sua parte e participe ativamente. 
De 5 a 7 pontos. O processo participativo existe. Sua escola está crescendo e procurando ajustar e amadurecer a participação da comunidade. Persistência, estudos, debates, podem ajudar a ampliar os resultados.
De 8 a 10 pontos. A comunidade encontrou o caminho da participação democrática. Continuem aprimorando e compartilhando as experiências democráticas com outras instituições. Ofereça ajuda e continue apostando na democracia.

           Um  teste não significa um resultado absoluto e inquestionável da realidade da escola. Aqui, a ideia é debater e refletir um pouco mais sobre o tema.  E por fim, se para concretizar a gestão democrática é importante a participação de toda comunidade na escola para compartilhar decisões e ações, torna-se então necessária a reflexão e a prática democrática. Como diz Paulo Freire, “só se aprende democracia fazendo democracia”. Então, faça parte e contribua com a democracia em sua escola. 

LIBANEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: Editora Alternativa, 2004.
Imagem: internet

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