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domingo, 13 de maio de 2018
terça-feira, 1 de maio de 2018
SOBRE A OBRA, DIÁLOGO: UM PROCESSO EDUCATIVO
DIÁLOGO: UM PROCESSO EDUCATIVO
Dica de leitura
Ninguém
sabe tudo sobre qualquer coisa, por isso dialogue!
Leonard
Swidler
Aprendi
muito sobre a arte do diálogo nesse trabalho. Escrever é um desafiar-se, passa
por aprender a conversar com o outro. Expressar crenças e valores. Dialogar...
Dialogar
foi e continua sendo um grande desafio para a humanidade, hoje parece ser gritante a falta de disposição ao ato de dialogar.
As dinâmicas
contemporâneas de um mundo globalizado, mercantil e marcado cada vez mais por
processos de intensas incertezas sobre os rumos da vida, da morte, da paz, da guerra, das relações e das
instituições parecem reforçar as desigualdades, a solidão e o egoísmo. Estar junto para dialogar, se torna cada vez mais uma necessidade e uma exigência atual.
Acredito ser uma URGÊNCIA .
Por esse motivo, viver em comunidade e dialogar é uma necessidade humana, uma postura que agrega a disposição de estar com o outro, de humanizar-se, de ouvir, de escutar e falar.
Acredito ser uma URGÊNCIA .
Por esse motivo, viver em comunidade e dialogar é uma necessidade humana, uma postura que agrega a disposição de estar com o outro, de humanizar-se, de ouvir, de escutar e falar.
A obra
Diálogo: um processo educativo, reflete essa importante questão, não apenas no
ambiente escolar, mas amplia o debate ao momento atual em que vivemos. Os textos convidam e indagam sobre nossas formas de conceber, de pensar e agir em realidades diversas.
O grupo de pesquisa Comunidade Escolar, encontros e diálogos educativos, o qual faço parte, apresenta textos, pesquisas e ensaios sobre como pode ser possível concretizar princípios éticos, políticos e sociais na perspectiva do diálogo como fonte e base da ação.
O grupo de pesquisa Comunidade Escolar, encontros e diálogos educativos, o qual faço parte, apresenta textos, pesquisas e ensaios sobre como pode ser possível concretizar princípios éticos, políticos e sociais na perspectiva do diálogo como fonte e base da ação.
Fazer
parte desse projeto me fez refletir e problematizar ainda mais sobre nossa
responsabilidade enquanto educadores, com nossa tarefa de nos comprometermos com a disseminação
da arte de dialogar, do entendimento de que não somos fonte de todo
conhecimento, não sabemos tudo, sempre podemos ser melhores, ver melhor através
dos outros, da fala do outro, da voz do outro. Por isso, como nos diz Swidler (2018)
o diálogo é elemento da própria condição humana e sua prática qualifica a própria
existência.
Não deixem
de ler a obra, divulguem, dialoguem sobre ela e com ela, pois conforme Freire (1981)
nos ensina: não é no silêncio que os homens se fazem, mas
na reflexão-ação, no diálogo.
Nessa jornada não poderia deixar de expressar meu
agradecimento aos amigos da Universidade Católica, que fazem parte dessa obra, aos
patrocinadores, e aos professores Dr. Ivar Vasconcelos e Dr. Luiz Síveres por
organizarem esse maravilhoso trabalho.
E SE
VOCÊ FICOU CURIOSO ...
PASSA
NOS COMENTÁRIOS E PEÇA SEU EXEMPLAR EM PDF, SERÁ UM PRAZER ENVIAR A VOCÊ ESSE
PRESENTE.
FREIRE,
Paulo. Educação e Mudança. Paz e Terra. Rio de Janeiro. 1981.
SÍVERES, Luiz; VASCONCELOS, Ivar César Oliveira de(Orgs.).DIÁLOGO: um processo educativo. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2018.
Imagem: Arquivo pessoal
segunda-feira, 23 de abril de 2018
DEMOCRATIZAR É INCLUIR O OUTRO
DEMOCRATIZAR ...
Sobre
a Inclusão Educacional e a Democracia
Viver democracia é saber-se diferente e único. Respeitar passa por incluir.
Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo vive com alguma forma de deficiência, destas quase 93 milhões são crianças. No Brasil, são 45,6 milhões de pessoas, que representam quase 24% da população brasileira com algum tipo de deficiência (UNESCO, 2018).
Viver democracia é saber-se diferente e único. Respeitar passa por incluir.
Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo vive com alguma forma de deficiência, destas quase 93 milhões são crianças. No Brasil, são 45,6 milhões de pessoas, que representam quase 24% da população brasileira com algum tipo de deficiência (UNESCO, 2018).
Por Marli Dias Ribeiro
Parece
óbvio, mas cabe destacar, a inclusão emerge da DEMOCRACIA e com ela os Direitos
Humanos. Democratizar é incluir. Pensar na diferença, na igualdade, na inclusão, e
na exclusão constitui-se um processo de democratização e de humanização que
busca compreender, e sobretudo aplicar, conceitos como equidade e alteridade.
Viver
democracia é saber-se diferente e único. Respeitar passa por incluir o outro independente de sua situação.
Se por um lado, as
normais legais dão um suporte jurídico a essa questão, a grande contradição são
as garantias desses direitos a um conjunto cada vez mais amplo de sujeitos
invisíveis. E são muitos os invisíveis.... Quando iremos incluir e garantir
direitos para democratizar?
O
mundo sempre foi marcado pela exclusão, pela eliminação dos diferentes, dos
pobres, deficientes, dos gênios, dos ditos anormais. Foram séculos sem possibilidades
de fala, de lugar, numa quase invisibilidade. As políticas de inclusão parecem dar
impulso nos últimos anos ás reivindicações que procuram anunciar a voz das
minorias, entretanto, o caminho ainda é árduo.
Apesar de existirem aparatos legais para a inclusão, dentre os quais, a Declaração dos Direitos Humanos (1948), a Declaração de Salamanca (1994) e a Constituição de 1998, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) , o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Plano Nacional de Educação ( PNE), e o Estatuto da Pessoa com Deficiência , lembramos Anísio Teixeira “ Os valores proclamados são diferentes dos praticados”. Muitos sujeitos são renegados, invisíveis e não assistidos.
Apesar de existirem aparatos legais para a inclusão, dentre os quais, a Declaração dos Direitos Humanos (1948), a Declaração de Salamanca (1994) e a Constituição de 1998, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) , o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Plano Nacional de Educação ( PNE), e o Estatuto da Pessoa com Deficiência , lembramos Anísio Teixeira “ Os valores proclamados são diferentes dos praticados”. Muitos sujeitos são renegados, invisíveis e não assistidos.
Como levar esses
conceitos e normas legais ao cotidiano da escola e da vida? Pergunta de
dimensão complexa. A proposta é um grande desafio e passa por compreender a
pedagogia dos últimos tempos e aliar o processo de democratização quantitativa
ao processo de qualidade.
Nossas escolhas em inserir a questão da inclusão e
exclusão, que é uma questão de muitas áreas, é uma escolha política, ideológica,
econômica e pedagógica. Não existe holofotes nessa pauta, mesmo sendo ela, dita prioritária.
Desta forma, nossa
tarefa educadora, talvez seja conhecer, refletir, e fazer a transformação no
lugar que pisamos. Lutar e exigir do ESTADO que
oferte uma rede de apoio à
escola, oferte trabalhos de orientação, assessoria e acompanhamento do processo de
inclusão, formação, capacitação dos sujeitos, ampliação e aplicação das
leis. Possivelmente, essa conscientização possa buscar na intencionalidade do
ato educativo, uma educação comum e especial, com condições favoráveis para o
desenvolvimento de todos os estudantes. Dos alunos vistos, e dos não-vistos, dos de
perto, dos de longe, de todos.
E ao serem vistos, a percepção sobre o
tema, passa por entender que a mudança conceitual deve ocorrer, que é urgente rompermos
com alguns marcos definidores da
educação especial, desconstruir o modelo estritamente médico-biológico, psicológico,
econômico e legal para assumir uma dimensão fortemente político-pedagógica e
prática. Foco na ação. Pequenas ações, grandes ações, a minha ação a sua ação,
a nossa ação. Trabalho de construtor, peça a peça.
Os desafios e paradoxos
estão postos, precisamos caminhar, construir, democratizar para incluir. Temos uma
estrada longa, que será percorrida passo a passo, num projeto progressivo,
gradativo de tempo longo, mas de sonhos concretos.
De sonhos coletivos,
participativos, que avistam um futuro de uma escola DEMOCRÁTICA, plural,
inclusiva e de qualidade, para o igual e para o diferente. Para o que não se identifica, não se qualifica, para a singularidade de cada um.
segunda-feira, 16 de abril de 2018
FIQUE ATENTO, A POLÊMICA BNCC DO ENSINO MÉDIO TRAZ GRANDES MUDANÇAS!
As mudanças vão melhorar o quê?
Por Marli Dias Ribeiro
A nova Base , BNCC , proposta para o Ensino Médio vem causando polêmica e promete grandes mudanças. Para melhor ou pior? São mudanças intensas nos currículos e na distribuição das disciplinas escolares. Sendo uma política nacional, ela busca alinhar todas as estratégias de ações, em âmbito federal, estadual e municipal, referentes à formação de professores, à avaliação, à elaboração de conteúdos educacionais e aos critérios para a oferta de infraestrutura adequada para o pleno desenvolvimento da educação. Será mesmo que essa dita grande reforma irá garantir aos sistemas de ensino a revolução de qualidade necessária?
As mudanças giram em torno da carga horária e sua ampliação. Também na BNCC, o ensino será baseado em competências, que é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e sócio emocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.
Por outro lado, disciplinas como filosofia, sociologia, Artes, Educação Física deixam de ser obrigatórias. Apenas Português e Matemática são obrigatórias nos três anos de Ensino Médio. Será que apenas essas duas disciplinas são importantes?
Outra questão é o amento da carga horária e a ampliação para o turno integral. Se hoje, os Estados ainda não garantem o mínimo, porque não ajustar e melhorar o que temos? Com escolas sucateadas, sem laboratórios, livros, água potável, cadeiras, e uma grande falta de professores, as demais disciplinas serão realmente oferecidas em cinco itinerários formativos?
Pela situação atual de nossas escolas fica evidente que escolas de ensino médio não possuem condições de ofertar cinco áreas de conhecimento propostas na lei pela falta de demanda ou pela falta de recursos.
Parece que a polêmica ainda não chegou nas escolas, pouco vejo os educadores lendo, informando-se e questionando a nova base. Estão previstas audiências para debater o documento e o governo pretende encerrar o assunto ainda este ano.
Precisamos ficar atentos, estamos cansados de receber soluções fabricadas, sem contexto e longe da realidade que vivenciamos. Vamos conhecer e debater ou a polêmica BNCC cairá em nossas escolas tais como as águas de março, inundando, arrastando e causando estragos e nada poderemos fazer. Por isso, temos que acreditar que ensinar é impregnar de sentido e participação nossa ação educativa. Estamos de olho!
Images: internet Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press); e do site mirante.com/oestadoma/noticias/2017/06/16/escola-de-musica-do-maranhao-abre-inscricoes-para-novas-v
sexta-feira, 6 de abril de 2018
SE A DEMOCRACIA EXISTISSE ...
SE A DEMOCRACIA EXISTISSE NA ESCOLA...
SE A DEMOCRACIA EXISTISSE...
Por Marli Dias Ribeiro
Tempos sombrios não escureceriam nossa visão
O povo, o pobre, as minorias estariam alfabetizadas
O grito pela liberdade não seria negado, tampouco calado,
engasgado
Se a democracia triunfasse, na escola, livros, professores e
opiniões seriam respeitados
A fome de saber seria alimentada, a escravidão velada não
existiria
No movimento das ruas a justa medida da justiça poderia ser
comemorada
A farsa das elites estaria revelada como em Raízes do Brasil,
de Holanda, posta na mídia, na rua
A certeza seria que Educação que foge da luta, não colhe
vitórias
Que Democracia sem escola não semeia colheita farta
Que alfabetizar para a democracia exige coragem de ser mais
gente
Que Democracia tem sabor, tem cor, tem vida, tem luta
Democracia exige escolha
Tem a esperança da revolução, evolução que começa em mim, em
você educador
Por isso precisamos aprender e ensinar democracia agora,
hoje e sempre, em todo lugar
Sem medo de democratizar , fazer história, alfabetizar consciências para existir!
quarta-feira, 4 de abril de 2018
POESIA PARA EDUCADORAS : Do Stress à Poesia
UMA POESIA, UM PRESENTE PARA AS
EDUCADORAS
Tive
a oportunidade de conhecer a escritora Lorena Nery Borges no evento Literatura
por Mulheres. Admirei a coragem e o talento com que fala das realidades
femininas e convidei Lorena Nery para nos presentear com um texto para
educadoras, e ela topou. Esse texto ela fez exclusivamente para contribuir em
nosso blog.
A escritora é assistente Social, Especialista em Gestão Social e
Políticas Públicas, com participação nas Antologias Poéticas " Acolha o
Pólen da Vida 1" e "Amores em Metamorfose". Colunista em “Livros
Nacionais” e “ Beco do Poeta”, escreve na página "Nas EntreLinhas da Lo
Amor" e colabora na “Nostalgia Poética”, fez a poesia “ Do Stress à Poesia”
pensando no cotidiano vivido por muitos de nós educadores. Um presente que
compartilho para dar mais brilho, leveza e esperança em nossa ação educativa, e
como ela nos diz “continuar acreditando na formação de seres para chamarmos de humanos!
”
Do
Stress à Poesia
Lorena Nery Borges
Então,
você está cercada com papeis, planos e metas sobre a mesa. O calendário está
com um destaque vermelho, significando que para muita gente é um dia de
feriado. Provas precisam ser elaboradas, tem aluno pendurado nas notas, tem
aquele que está enfrentando problemas em casa. Em casa? Você pensa assoberbada
de preocupações; Suas roupas acumulam no cesto; as louças na pia e amanhã é o
aniversário da sua tia-avó, um acontecimento que marca os cem anos de uma
mulher guerreira.
Você
sente inveja dela? Talvez, um pouco porque ela aguentou ser mulher em meio ao
caos e por vezes acha que não terá a mesma força. Sexo frágil, eles disseram. Você
acha graça, ri sozinha com uma caneta pendurada na orelha e outra na mão porque
não lembrava onde tinha posto a outra. Mas
o principal pensamento em sua mente: formar seres humanos melhores!
Você
se recorda dos motivos que te levaram até ali, mesmo com uma série de
sacrifícios e baixa remuneração. Vem uma recordação daquele dia em que ligou a
televisão e uma ex-aluna estava apresentando o noticiário. Ou do dia em que
aquele menino que era visto como danado foi o que educadamente te atendeu no
hospital, ou da atendente da floricultura que ainda lhe deu um buquê de
cortesia por ter sido sua aluna, ou moça sorridente que se apresenta com o
grupo de teatro da cidade e traz a emoção à tona e recorda uma ligação que
dizia: obrigada professora.
Todos
vencedores! São tantas lembranças que você se veste de confiança e esperança
que mais na frente terá muitos outros motivos para comemorar. Independente da disciplina espera-se isso de
você, que também se cobra por esse motivo. Mas eu preciso te lembrar:
Ei
mulher, tu não és a responsável por todas as consequências do mundo! Tira um
pouco o peso dos teus ombros. Desempenha teu trabalho com amor e compromisso,
só não esquece que para cuidar de outros é necessário estar bem primeiro! Eu te
admiro por isso, por tuas batalhas, por tuas vitórias e renuncias, mas vou
continuar admirando-a quando a sua prioridade do dia for o teu descanso. Relaxa
a mente, desliga um pouco o celular, deixa a caderneta de chamadas lá no
ambiente escolar!
Só
por hoje! Educa a tua rotina para um pouco de paz consigo e deixa que amanhã
seja um novo dia de inúmeras batalhas [ que por vezes só se colhe a vitória
depois de longos anos]. E lá vem mais um ciclo de Stress da rotina massacrante
à Poesia de continuar acreditando na formação de seres para chamarmos de
humanos!
Página para conhecer mais sobre a escritora: https://www.facebook.com/search/top/?q=lorena%20nery%20borges
Imagens: Arquivo pessoal
segunda-feira, 26 de março de 2018
SALA DE AULA INVERTIDA, METODOLOGIAS ATIVAS, O QUE É ISSO?
A tão badalada metodologia ativa, do ensino em ação, não é tema tão novo assim.
Por Marli Dias Ribeiro
O
movimento de mudanças sociais, a chamada sociedade do conhecimento que vivemos
nos dias atuais, trazem aos educadores a necessidade em compreender as exigências
que se impõem ás novas realidades do mundo.
As tendências pedagógicas que
influenciaram grande parte dos professores foram apoiadas em muitos casos, e
ainda, o são, pela conhecida Pedagogia Tradicional. Sobre a tendência
tradicional podemos resgatar do
filósofo alemão Johann Friedrich Herbart (1776-1841), as Escolas dos Frades jesuítas, a repetição oral, a aula expositiva, o
currículo rígido, o aluno é passivo, o professor autoritário, listas gigantes
de conteúdo, aulas sem contextualização, memorização e outros. Muitos de nós
somos resultado desse ensino que ainda hoje, tem espaço nas escolas.
Entretanto,
a tão badalada metodologia ativa, do
ensino em ação, não é tema tão novo assim. E a hoje em aparace difundida com o ENSINO REMOTO exigido pelo COVID-19. Segundo Abreu (2009), os primeiros
conceitos desse método aparecem na obra Emílio, de Jean Jacques Rousseau
(1712-1778). Isso mesmo, em 1700! Nessa filosofia educativa as experiências de
ação do aluno são parte central do ensino.
Outro autor que inspirou essa
tendência pedagógica ativa foi John Dewey (1859-1952), idealizador da Escola Nova. Ele defendeu
que a aprendizagem ocorre pela ação, colocando o estudante no centro dos
processos de ensino e de aprendizagem. Parece ainda distante de você? Em nosso
país a conhecida Escola Nova da década de 30 está associada aos pioneiros da
Educação no Famoso Manifesto da Escola Nova onde Anísio Teixeira foi um dos
protagonistas.
Mesmo
não sendo uma novidade, seu uso vem ganhando força em muitas escolas
internacionais e nacionais. Na Finlândia, um dos melhores ensinos do mundo,
segundo dados do PISA, o aluno aprende a gerir planos, projetos, e lidar com
erros. As avaliações são realizadas ao longo do processo e o desempenho do
estudante acompanhado durante as aulas. No Brasil as grandes redes de escolas
particulares estão apostando na onda ativa. Essas escolas apoiam-se em
conceitos assentados na Biologia e na Psicologia para explicarem seu uso.
Esses conceitos da biologia e psicologia
defendem o ensino ativo. Baseados em dados do National Training Laboratories, os adeptos explicam que nas aulas expositivas o jovem absorva apenas 5% do que é
apresentado, na leitura a retenção pode
chegar a 10% do assunto, porém nas atividades
ativas a apreensão chega a mais de 50% de aproveitamento. Quando a escola
organiza suas ações com orientação do professor com a metodologia ativa, os
resultados chegam a 75% de retenção.
Nesse tipo de metodologia os alunos são inseridos em debates, pesquisas e execução de atividades diferenciadas, leitura prévia de conteúdos para favorecer a interação; uso de tecnologia para potencializar o aprendizado; competições ou desafios para instigar o pensamento, ocorre o trabalho em equipe e a liderança; empreendedorismo, etc.
Nesse tipo de metodologia os alunos são inseridos em debates, pesquisas e execução de atividades diferenciadas, leitura prévia de conteúdos para favorecer a interação; uso de tecnologia para potencializar o aprendizado; competições ou desafios para instigar o pensamento, ocorre o trabalho em equipe e a liderança; empreendedorismo, etc.
Nesse contexto, a sala de aula invertida,
tem como conceito um espaço onde o protagonismo é do aluno, o aluno é
agente do saber, o professor acompanha, orienta e estimula. O estímulo é
direcionado á resolução de problemas. Em alguns casos o aluno é dito auto
aprendiz. O aluno é autônomo. A inversão são nos papeis propostos aos
professores que passam a ser os motivadores, incentivadores.
As críticas a essa abordagem
giram em torno da preparação do estudante para mundo tecnológico sem uma abordagem crítica. Será? Os argumentos falam de uma metodologia ativa com tendências que não sejam vinculadas ao
ensino tradicional e ainda carece de aprofundamento teórico. Estamos
preparados? Essa é a função social da escola de hoje? As aulas proposta em nossas escolas são mesmo
tradicionais? Os alunos, a comunidade conhecem e foram ouvidos sobre essa tendência?
Por fim, o processo de ensinar e aprender
compõe-se de inúmeros e complexos processos internos, que são individuais. Cada
sujeito internaliza e aprende em seu tempo, espaço e forma. Será que
temos condições de apontar a melhor metodologia? Convido você a refletir...
Assim, creio que precisamos mesmo inverter
muitas situações na escola e possivelmente, não seja somente a sala de aula, mas nossa ação, a formação, a participação, as ações com as famílias, a gestão educacional, as verbas...pois...
Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível.
Ensinar exige compreender que a educação é uma
forma de intervenção no mundo.
Ensinar não é transferir conhecimento.
Paulo Freire
Imagem: Internet
Saiba mais : MELO, B. C.; SANT’ANA, G. A prática da Metodologia Ativa. Com. Ciências Saúde, v. 23, n. 4, p. 327-339, 2012.
segunda-feira, 19 de março de 2018
EM TEMPOS DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES : NÃO VOU MAIS LAVAR OS PRATOS, DE CRISTIANE SOBRAL
SOBRE O LIVRO: NÃO VOU MAIS LAVAR OS PRATOS, DE CRISTIANE
SOBRAL
Por Marli Dias Ribeiro
A
literatura abre possibilidades, e nesse livro, pude refletir muitos fatos
vividos e vistos no cotidiano feminino. Pelo livro, parece ser possível tratar um
tema polêmico, complexo e com números alarmantes como o caso da violência
contra mulheres. Pelo livro parece ser possível ir além de informações prontas
ou análises frias de dados. A vida torna-se impregnada nos versos.
No verso da minha vida, da sua vida, e da vida de Cristiane Sobral, todas nós mulheres, educadoras, escritoras, gente, somos representadas. Esse livro que indico e aponto, arte e luta em forma de letras.
No verso da minha vida, da sua vida, e da vida de Cristiane Sobral, todas nós mulheres, educadoras, escritoras, gente, somos representadas. Esse livro que indico e aponto, arte e luta em forma de letras.
E
os dados.... Vamos aos dados: em 2013,
13 mulheres morreram todas vítimas de feminicídio, pelos dados de 2015 o assassinato
de mulheres negras aumentou (54%)
e o de brancas diminuiu (9,8%), no estado do Rio de Janeiro, há um caso
de estupro em escola a cada cinco dias e 62%
das vítimas tinham menos de 12
anos, a violência parece não cessar apesar da Lei Maria da Penha.
Nessa lógica, a literatura que perpassa tempos, espaços e contextos nos permite uma releitura da realidade, da pessoa. Uma identificação que pode ser alcançada quando entre as linhas de um texto revelam-se o íntimo, o oculto, a representação imaginária de uma vontade velada pela voz, mas descrita, escrita em livros e em vidas. Foi esse sentimento que se apoderou de mim.
Nessa lógica, a literatura que perpassa tempos, espaços e contextos nos permite uma releitura da realidade, da pessoa. Uma identificação que pode ser alcançada quando entre as linhas de um texto revelam-se o íntimo, o oculto, a representação imaginária de uma vontade velada pela voz, mas descrita, escrita em livros e em vidas. Foi esse sentimento que se apoderou de mim.
Não vou mais lavar os pratos! Sonoro
grito de liberdade. Essa metáfora forte e viva me inspira. Me lembra que hoje,
aprendi a ler, comecei a ler, e não lavo
mais as roupas, os sapatos, os pés do senhor, da senhora.! Será que decretei
minha Lei Áurea? Confesso que tenho pensado, ainda tenho interrogações quando
observo minha rotina e a rotina de muitas mulheres.
Somos muitas e subjugas, discriminadas, violentadas. Cristiane Sobral, diz em sua poesia: Agora que comecei a ler entendi (Cristine Sobral). Pura verdade, o mundo se abre e se abriu, quero entender, rever, criticar e lutar. Ainda tentam calar a nossa fala, a nossa escrita, nossas vidas. Vamos ler, alfabetizar-se, nos alfabetizar. Vamos juntas.
Somos muitas e subjugas, discriminadas, violentadas. Cristiane Sobral, diz em sua poesia: Agora que comecei a ler entendi (Cristine Sobral). Pura verdade, o mundo se abre e se abriu, quero entender, rever, criticar e lutar. Ainda tentam calar a nossa fala, a nossa escrita, nossas vidas. Vamos ler, alfabetizar-se, nos alfabetizar. Vamos juntas.
Mas,
sim, lavei roupas, pratos, ao lado de minha mãe. As mulheres que conhecei foram e são guerreiras ( grifo meu),
firmes diante das chibatas da realidade. (Cristine Sobral). Por isso, em longos anos lavei as roupas,
com esse grito preso pela rotina intensa de um trabalho suado, executado para
manter a família.
Consegui dizer, apenas falei, não gritei. Foram tempos de violência, uma violência ainda presente, ela ainda resiste. E depois de alguns anos, as letras me
ensinaram a ver outros rumos, outros mundos. As letras ensinam, foi no livro que aprendi. Foi quando, enfim, puder tirar a sujeira dos meus olhos. A sujeira, ah, dessa lavei-me.
Por
isso mulheres, leiam, esse livro, outros livros. Leiam. Penso ser a leitura uma potente
arma para enfrentar a violência. Os livros serão a diáspora feminina, a
liberdade do corpo, evocação e exaltação de alma negra, da pele parda, branca,
colorida de todas as mulheres.
Encerro
esse escrito com trechos do poema Resiliência, do mesmo livro de Cristiane Sobral:
Talvez eu tenha que saltar um muro
Posso até quebrar as pernas (...)
Mas não me entregarei simplesmente
O mal não vai encontrar futuro
(...)
Enxergarei uma nova estrada
diante de mim.
Desejo
novas estradas, sem violência a todas as mulheres, e a Cristiane, novos livros,
prosas poéticas, para nos aventurarmos em sua criação transformadora, grito
negro e pardo, e branco e de todas as cores. Grito contra todas as formas de violência.
SOBRAL, Cristiane. Não vou
mais lavar os pratos. Brasília: Atalaia, 2010.
Sobre Cristiane Sobral, acesse
seu blog: http://cristianesobral.blogspot.com.br/
Dados acesse o site: Panorama da violência contra as mulheres no Brasil: indicadores
nacionais e estaduais (Observatório da Mulher contra a
Violência/Senado Federal, 2016).
Sobre a Lei Maria da Penha: http://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/lei-maria-da-penha/sobre-a-lei-maria-da-penha
Imagem: arquivo pessoal
domingo, 11 de março de 2018
SE LIGA! DIA “D” DA BNCC PODERIA SER O DIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO
SE LIGA ! O DIA “D” DA BNCC
PODERIA SER O DIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO
Por Marli Dias Ribeiro
No
dia 6 de março de 2018 o Ministério da Educação chamou professores, gestores,
secretarias de Estados, e a comunidade para discutir a Base Nacional Comum Curricular. Aprovada
em dezembro de 2017 para a Educação Infantil e Ensino Fundamental, o documento
será a principal referência para que todas as escolas brasileiras organizem
seus currículos, livros, organização pedagógica e avaliações. A base do Ensino
Médio ainda está em discussão e deve ser concluída esse ano.
Cabe destacar que a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) está organizada em 10 competências, chamadas Competências
Gerais da Base Nacional Comum Curricular. No documento a parte introdutória
apresenta as competências a partir de direitos éticos, estéticos e políticos.
São apontadas nas competências um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes
e valores a serem trabalhados por todas as escolas. Seguem abaixo as 10 competências:
1.
Conhecimento
2.
Pensamento científico crítico e criativo
3.
Repertório cultural
4.
Comunicação
5.
Cultura digital
6.
Trabalho e projeto de vida
7.
Argumentação
8.
Autoconhecimento e autocuidado
9.
Empatia e cooperação
10. Responsabilidade e cidadania
As competências estão organizadas em dimensões
e subdimensões que serão trabalhadas ao longo de todo ensino de forma
transdisciplinar. Para disseminar a base, o Ministério da Educação, preparou um
material de apoio* para ser distribuído e estudado em todo país, no chamado dia
“D”. Não estamos aqui descartando todas as reflexões e os debates que
construíram e organizaram a BNCC, entretanto, sua simples implementação não
garante a qualidade almejada no ensino, precisamos avançar ainda até em condições básicas como a infraestrutura. As várias críticas ao documento giram
em torno de uma rigidez na proposta que pode “obrigar” todos a seguiram
alinhados às competências indicadas. Por que os Parâmetros Curriculares existentes não foram totalmente implementados, e passamos a essa base?
Outra questão, parece ser o fato de que as
avaliações nacionais estarão atreladas à base, e os Estados irão se planejar
para não ficarem na lista dos fracassados nas provas nacionais, tais como Prova
Brasil, ANA, Provinhas Brasil, o que obriga, de certa forma, os Estados a aplicarem a BNCC. Com que liberdade o
Estado irá criar seu próprio currículo se será avaliado pelas competências da
base?
Os debates acerca da implementação da base não
retiraram dela as questões polêmicas. A participação divulgada pelo governo nos
debates sobre o documento serviu como propaganda para incentivar a adoção do
projeto, mas parece que ainda temos um longo caminho a traçar.
Uma política educativa que transforme a
realidade nacional está muito além da base. Será mesmo tão importante esse
processo? Que ideologias estão inseridas nesse contexto? Os educadores estão
participando dos debates de forma crítica? As competências debatidas estão alinhadas às realidades dos alunos? Como será a formação docente antes e depois da Base?
O dia “D”, penso eu, poderia ser o dia do DIREITO, direito
a mais recursos na escola, direito a mais formação de professores, a mais
profissionais de apoio, a mais livros, a mais vontade política de fazer um país
com dias melhores para todos os alunos. O dia “ D” da educação será o dia que
ela, seja direito de todos, e para todos. O dia "D", será o dia em que o debate seja adotar a educação como prioridade.
*Material
de apoio MEC: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/materiais-de-apoio/
*Para saber mais:
http://porvir.org/base-curricular-argumentos-contrarios-favoraveis/
*Para saber mais:
http://porvir.org/base-curricular-argumentos-contrarios-favoraveis/
quinta-feira, 8 de março de 2018
MULHERES PROFESSORAS, EDUCADORAS
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
MULHERES PROFESSORAS, EDUCADORAS
Por Marli Dias Ribeiro
Toda escola é feminina por natureza
E lhe faltaria ternura se não fosse a mulher
A beleza do toque, do cuidado, do zelo
A força e a garra da alma que transborda
A certeza da renovação, na postura acolhedora, firme e pronta
Uma educação certamente feminina que tem a fortaleza do ser mulher
Feita e refeita na cíclica da lida, da luta
Lida de Mulheres que constroem
Mulheres, professoras, educadoras inspiradoras,
Que merecem o dia de hoje e todos os outros dias.
FELIZ DIA, FELIZ ANO, FELIZ POR SER MULHER...
sábado, 3 de março de 2018
SUA ESCOLA É DEMOCRÁTICA? FAÇA O TESTE E DESCUBRA...
SUA ESCOLA É DEMOCRÁTICA?
FAÇA O TESTE E DESCUBRA...
Por Marli Dias Ribeiro
A
Gestão Democrática na Escola tem enquanto premissa buscar garantir que a comunidade tenha centralidade quanto a sua gestão, suas verbas e projetos pedagógicos.
Envolve princípios que estabelecem maior autonomia da comunidade escolar,
transparência nas ações, incentiva a qualidade social e valoriza a participação
de todos os sujeitos. E além dessas questões, Gestão Democrática da Escola,
está prevista na Constituição de Brasileira de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Numa
gestão Democrática as dimensões pedagógicas, administrativas e financeira estão
baseadas na efetiva participação dos órgãos colegiados, e também, na eleição da
equipe gestora. Outro fator importante, relaciona-se a construção do Projeto Político Pedagógico (PPP), com vistas
a democratização às relações pedagógicas. Também prever democratizar as relações de trabalho, visando a qualidade
social, traduzida na busca constante do pleno desenvolvimento da pessoa, no
preparo para o exercício da cidadania e da qualificação para o trabalho, por
meio de estudos, formações e troca de experiências.
Segundo Libâneo (2004), a
concepção democrática- participativa baseia-se na relação orgânica entre a
direção e a participação do pessoal da escola. Acentua a importância da busca
de objetivos comuns assumidos por todos. Defende uma forma coletiva de gestão,
em que as decisões são tomadas coletivamente e discutidas publicamente.
Características desse modelo estão na articulação entre a atividade de direção, a iniciativa e participação das pessoas da escola, e das pessoas que se relacionam com a escola. Assim, a gestão é participativa, mas espera-se, também, a gestão da participação. Nessa lógica, descentralização é conceito chave para se entender as políticas educacionais, e o acesso das pessoas no contexto de democratização da gestão.
Características desse modelo estão na articulação entre a atividade de direção, a iniciativa e participação das pessoas da escola, e das pessoas que se relacionam com a escola. Assim, a gestão é participativa, mas espera-se, também, a gestão da participação. Nessa lógica, descentralização é conceito chave para se entender as políticas educacionais, e o acesso das pessoas no contexto de democratização da gestão.
Alguns
indicadores apontam para os processos democráticos na escola. Vamos fazer um
teste? Responda sim, em parte, ou não.
VAMOS AO TESTE?
1. O PPP foi construído coletivamente, com
a participação de toda comunidade?
2. Os colegiados da escola participam
ativamente na gestão financeira, pedagógica e administrativa?
3. Nas salas de aula, os alunos participam e
tem autonomia para perguntar e responder, questionar e interferir no planejamento
das aulas, nas avaliações e trabalhos?
4. Os recursos financeiros são conhecidos
pela comunidade e ela também ajuda a indicar as prioridades nas compras e na
aplicação das verbas?
5. Os dados da escola são transparentes em
relação a aprovação, reprovação, evasão, indicadores nacionais e organização de
projetos?
6. Os serviços administrativos atendem toda
comunidade externa e interna de forma
efetiva e vinculada aos objetivos da escola?
7. Existem momentos coletivos de estudo,
debates e reflexões acerca da realidade da escola, dos alunos e dos problemas, para tomadas de decisões?
8. Os pais participam das reuniões e tem
acesso à escola, aos professores e as informações de forma fácil?
9. Os espaços e o patrimônio da escola são
utilizados democraticamente por todos e pela comunidade local?
10. A equipe gestora foi escolhida em
eleições com voto direto de toda comunidade?
Agora é hora de somar os pontos. Sim – 1 ponto, em parte 0,5 pontos, não 0
ponto.
RESULTADOS
De
0 a 4 pontos. A escola
ainda tem um longo caminho a percorrer em busca da gestão democrática. É importante
reforçar os mecanismos de participação e refletir coletivamente sobre a importância
de ações práticas para chegar a resultados concretos. Faça sua parte e participe ativamente.
De
5 a 7 pontos. O
processo participativo existe. Sua escola está crescendo e procurando ajustar e
amadurecer a participação da comunidade. Persistência, estudos, debates, podem
ajudar a ampliar os resultados.
De
8 a 10 pontos. A
comunidade encontrou o caminho da participação democrática. Continuem aprimorando
e compartilhando as experiências democráticas com outras instituições. Ofereça
ajuda e continue apostando na democracia.
Um teste não significa um resultado
absoluto e inquestionável da realidade da escola. Aqui, a ideia é debater e
refletir um pouco mais sobre o tema. E por
fim, se para concretizar a gestão democrática é importante a participação de
toda comunidade na escola para compartilhar decisões e ações, torna-se então
necessária a reflexão e a prática democrática. Como diz Paulo Freire, “só se
aprende democracia fazendo democracia”. Então, faça parte e contribua com a democracia em sua escola.
LIBANEO,
José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: Editora
Alternativa, 2004.
Imagem:
internet
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