terça-feira, 13 de outubro de 2020

E VOCÊ, TEM DIALOGADO OU APENAS SE COMUNICADO COM SEUS PARES?

 

E você, tem dialogado ou apenas se comunicado com seus pares?

Marli Dias Ribeiro




 Dialogar tem sido uma tarefa desafiadora nos tempos pós-modernos. Vivemos imersos em excessos de informações e afazeres em casa, na escola, sobrecargas. A comunicação na atualidade se caracteriza por ser rápida, volátil, e porque não dizer, silenciosa e excludente, onde isola,  de certa forma, os interlocutores frente a suas telas minúsculas e digitais.

As formas de comunicação nem sempre estão estabelecidas por meio do efetivo diálogo. Nas relações sociais o tipo de conhecimento, as habilidades de que as pessoas precisam distribuem-se e circulam de forma dispersa entre múltiplos circuitos, instrumentos e recursos de informação e interação, e por vezes, a fala, a escuta, o diálogo são esquecidos.

Nesta perspectiva o diálogo, se apresenta e se realiza basicamente sob a forma digital, distante, seja quando teclamos ininterruptamente por meio do uso de celulares, e-mails, seja utilizando outros recursos tecnológicos para a realização da comunicação e, não é incomum, observarmos que as relações pessoais são afetadas com esta prática em todas as esferas sociais. Nas instituições educativas seus reflexos também são evidenciados por ser a escola lugar de intensa convivência social.   

Gerir e liderar essa interação é um grande desafio.  Síveres (2015, p. 25 afirma que: “A vida humana constitui-se não apenas na predominância das condições econômicas, políticas ou sociais, mas pode ser complementada pela dimensão relacional com base no pressuposto dialogal”. O diálogo precisa nortear cada passo das ações planejadas na escola.

O diálogo acontece independentemente de quais sejam as realidades de seus interlocutores, pois há uma continuidade de expressões e informações que nos sãos enviados sob as diversas formas da comunicação como, por exemplo: fala, escrita, desenho, dança entre outros e, independem das condições sociais e culturais destes indivíduos.

Pensar o diálogo como elemento norteador de práticas educativas e sobretudo da gestão da escola, pode nos indicar possibilidades de ação, reflexão e novas construções nas comunidades escolares. Refletir na gestão como espaço de não adesão da racionalidade instrumental e um mundo sem sentido onde a ação existe para servir à ininterrupta eficácia e a falta de sentido, perceber que a ação e o gera procedimento do gestor agregador de sentido.

Gaulejac (2007), faz referência à gestão e a associa ao diálogo. Ela apresenta-se como possibilidade de mudança, também, como autocuidado com a saúde física e psíquica, apresentam-se, então, como solução para um problema que a própria atividade de gestão. O diálogo talvez seja a mais expressiva forma de democratizar as relações humanas. E você, tem dialogado ou apenas se comunicado com seus pares?

 Texto baseado no artigo: O sentido do diálogo na prática de gestão: inquietações e mudanças representativas numa escola pública. Autoras: Marli Dias Ribeiro e Maria do Socorro da Silva de Jesus. Acesso em: https://socialeducation.files.wordpress.com/2019/12/livro_dic381logo-uma-perspectiva-educacional_web.pdf

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